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O Fim da Globalização

1,833 words

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O mercado é inerentemente uma instituição global. O mercado é não-racista, não-nacionalista, e não-religioso, pois enquanto as decisões forem tomadas apenas em termos monetários, a raça, nacionalidade, e religião dos compradores e vendedores simplesmente não importa. Normalmente, elas são totalmente desconhecidas.

Eu conheço a identidade étnica dos donos da loja de tapetes armênios e do restaurante chinês na esquina. Mas qual é a raça, etnia, ou nacionalidade da Coca-Cola Corporation? Seus investidores, empregados, e clientes possuem cada identidade do mundo. Mas a corporação não possui nenhuma. Ela é global, cosmopolita. Como seu famoso jingle nos diz, ela quer ensinar o mundo a cantar em perfeita harmonia, o que quer dizer que ela quer um planeta pacificado no qual as pessoas abandonaram todas as fronteiras e identidades que possam impedir a venda de coca-cola.

Globalização é o processo de fazer com que o potencial inerentemente global e cosmopolita do mercado torne-se atual pela destruição das barreiras raciais, nacionais, religiosas, e culturais ao mercado, tais como leis protecionistas, proibições religiosas à usura, antigas inimizades entre povos, ligações sentimentais à própria comunidade, tribo, terra natal, etc.

Para consumidores no Primeiro Mundo, a globalização começa como uma coisa boa. Eles podem pegar seus salários de Primeiro Mundo e comprar montes de bens baratos manufaturados no Terceiro Mundo. Para capitalistas baseados no Primeiro Mundo, é ainda melhor, pois eles podem ter enormes lucros vendendo bens do Terceiro Mundo a preços apenas ligeiramente menores do que bens manufaturados no Primeiro Mundo – e embolsar a diferença.

Por exemplo, para usar números arbitrários, quando sapatos eram feitos na América, um par de sapatos sendo vendido a $100 poderia ser manufaturado por um trabalhador recebendo $10/hora, 40 horas/semana + horas extras, benefícios, férias, em uma fábrica regulada para saúde, segurança, e impacto ambiental. Claro, parece coisa demais para se incomodar. Mas isso nunca impediu fabricantes de sapatos americanos de virarem milionários.

E quando esse fabricante deixava sua fábrica ao final do dia, seu carro de luxo dividiria a estrada com os carros modestos de seus próprios empregados. Ele passaria por um centro agitado no qual as esposas de seus empregados faziam compras; ele passaria pela escola frequentada pelos filhos de seus empregados; ele poderia até ir ao jogo de futebol escolar local e torcer pelos filhos de seus trabalhadores; ele poderia dirigir através de vizinhanças com casas bem pintadas e jardins cuidados, onde seus empregados viviam. E quando ele chegava a sua mansão com colunas, ele simplesmente sairia da estrada e entraria em sua garagem. Não havia portões de segurança e guardas para protegê-lo.

Com a globalização, porém, um par de sapatos similar vendido a $95 poderia ser manufaturado na Indonésia por um coitado esfomeado recebendo uma fração do salário, sem hora extra, férias, ou benefícios, em uma fábrica sem regulações de saúde, segurança, ou impacto ambiental. E o fabricante de sapatos embolsa a diferença.

Mesmo que o empresário americano de uma fábrica de sapatos fundada na América, sediada na América, empregando americanos, tivesse uma ligação sentimental com sua nação e seus empregados, ele não poderia competir com rivais que não possuem essas ligações. No fim, ele teria que fechar sua fábrica: ou para transferir empregos para o Terceiro Mundo, ou simplesmente por falência. Assim o processo de globalização seleciona e recompensa o cosmopolitanismo e os sentimentos anti-nacionais, anti-patrióticos, anti-comunitários.

A longo prazo, globalização significa uma coisa: a equalização de salários e padrões de vida por todo o globo. Isso significa que os níveis de vida no Primeiro Mundo despencarão, e os níveis de vida no Terceiro Mundo se elevarão um pouquinho, até que a paridade seja alcançada. Em outras palavras, globalização significa a destruição do proletariado e classe-média americanas, uma redução de seu nível de vida até aquele do Terceiro Mundo. Globalização significa uma reversão do progresso nos níveis de vida desde a revolução industrial.

Especificamente, globalização significa a reversão do progresso genuíno conseguido pela esquerda: salários melhores, jornada de trabalho menor, e benefícios conseguidos pelo movimento sindicalista; programas de saúde, segurança, bem-estar e aposentadoria criados por liberais e social-democratas (que não existe no Terceiro Mundo); e as proteções ambientais conseguidas por ecologistas (que são impostas sobre o Terceiro Mundo pelo Primeiro Mundo, que não mais terá esse luxo).

A globalização também afeta os ricos. Primeiros de todos, aqueles que se tornaram ricos vendendo coisas para o proletariado e classe-média do Primeiro Mundo desaparecerão junto com seus consumidores. Não haverá mais um mercado para cortadores de grama e trailers de camping. Os ricos que sobrarem produzirão ou para os super-ricos globais ou para o proletariado global. E as vidas dos ricos também serão dramaticamente transformadas. Algumas pessoas ficarão muito ricas de fato desmontando o Primeiro Mundo. Mas eles acabarão vivendo como os ricos do Terceiro Mundo.

Eles vão se deslocar de fábricas ou escritórios fortificados para mansões fortificadas em limousines blindadas com seguranças armados através de favelas. Eles se socializarão em clubes exclusivos e passarão as férias em resorts exclusivos sob os olhos vigilantes de seguranças. Como Maria Antonieta que gostava de brincar de leiteira nos jardins de Versalhes, eles podem até fingir ser boêmios em flats milionários em Haight Ashbury, ou caubóis em ranchos de vinte milhões de dólares em Wyoming, ou camponeses de Nova Inglaterra em casas de campo milionários em Martha’s Vineyard – tendo chegado ao topo de um sistema que exterminou as pessoas que criaram esses estilos de vida.

As consequências não são secretas. Elas não são aleatórias e imprevisíveis. Elas não são nem ao menos arcanas ou controversas. Elas estão previstas em cada livro introdutório de economia. Elas são aparentes na estagnação dos níveis de vida do proletariado e da classe-média na década de 70 e no declínio da última década, em que 50.000 fábricas americanas fecharam as portas, muitas para transferir seus postos de trabalho para o exterior – enquanto milhões de imigrantes, legais e ilegais, chegaram para competir com americanos pelos trabalhos que sobram, reduzir salários, e consumir serviços públicos pelos quais eles não podem pagar.

Porém as classes média e trabalhadora americana jamais tiveram uma escolha a respeito da globalização, pela razão óbvia de que eles jamais teriam aprovado a própria pauperização. O movimento sindical, os partidos políticos, as igrejas, e todas as outras forças que teriam sido capazes de resistir à globalização foram cooptadas.

Progressistas sinceros reconhecem os efeitos destrutivos da globalização, mas a maioria deles acham que a única alternativa ao capitalismo global é o socialismo global, que não é solução alguma, mesmo que possa ser alcançado.

Mas se nós rejeitarmos a globalização, qual é a unidade econômica natural? É aqui que os nacionalistas brancos são capazes de responder às preocupações genuínas do movimento Occupy e outras críticas progressistas da globalização. Pois a fronteira na qual a globalização termina é a nação. Os EUA e cada outra nação europeia entrou na modernidade e conseguiram a maior parte de seu progresso econômico e social praticando políticas econômicas nacionalistas, incluindo o protecionismo. Prosperidade e justiça social retornarão quando a globalização for substituída por nacionalismo econômico.

Libertários abominam o protecionismo como beneficiando um grupo às custas de outro (como se a globalização não fizesse exatamente o mesmo). Mas esse é o jeito errado de olhar para a questão. Cada indivíduo usa chapéus diferentes e desempenha papéis diferentes: produtor, consumidor, membro de família, cidadão, etc. Livre comércio faz de nós bons consumidores, mas também faz de nós maus cidadãos solapando a justiça social e a soberania nacional. O protecionismo limita nossa capacidade de aquisição como consumidores, mas nos fortalece como cidadãos. O livre comércio fortalece alguns empresários às custas do bem comum, fazendo deles maus cidadãos. O protecionismo e outras regulamentações fazem de todos os empresários bons cidadãos fazendo com que seja impossível lucrar às custas do bem comum – não deixando faltar oportunidades de gerar riqueza de modo socialmente aceitável.

Mas a realização da globalização, seja socialista ou capitalista, não valeria a pena, se ela realmente pudesse levar a um mundo sem nações, fronteiras, e guerras? É a esperança utópica que sustenta a lealdade de muitos globalistas apesar da difusão da desolação pela face da Terra. É a mesma esperança que sustentava comunistas apesar dos oceanos de sangue derramados.

Há duas respostas básicas a isso. Uma é afirmar que não vale a pena, o que o utopista fanático jamais aceitaria. A outra é afirmar que um mundo sem nações nunca será alcançado, e que as pessoas que pressionam por isso, ademais, não são nem sérias em relação a isso. Globalização não é a superação do nacionalismo, mas meramente o modo pelo qual o as nações dominadas pelo mercado rompem barreiras expandindo seu próprio poder econômico. As insurreições coloridas de hoje na Europa Oriental e no mundo islâmico são meramente a versão moderna da diplomacia imperialista de séculos passados. George Soros é apenas o Cecil Rhodes de hoje.

Judeus como Soros, é claro, são os pregadores primários de esquemas universalistas como comércio global, fronteiras abertas, miscigenação racial, multiculturalismo, e outras formas de destruição de identidade. Mas eles não dão sinais de praticar essas mesmas políticas entre si. O que é deles eles preservam; o que é nosso é negociável. A implicação é óbvia: seu objetivo é destruir todas as fronteiras nacionais e identidades raciais e culturais que servem como impedimentos à expansão do poder judaico. A globalização não é um caminho para a liberdade universal. É a criação de um só pescoço para levar um grilhão judaico por toda a eternidade.

É fácil ver porque os judeus pensam que a devastação causada pela globalização é boa para eles, mas é difícil compreender porque qualquer outra pessoa queria seguir junto, exceto pelos produtos alienados e desenraizados do declínio cultural. E mesmo essas pessoas devem estar se perguntando se esse é o mundo que eles realmente querem.

O universalismo, afinal, não é realmente universal. Apenas brancos parecem suscetíveis a ele em grandes números para fazer diferença. Mas se o universalismo é apenas uma crença racialmente e culturalmente europeia, então a globalização dará certo apenas pelo extermínio de judeus e outros antigos povos etnocentristas como os chineses, coreanos, japoneses, armênios, etc, que se recusam a pular no caldeirão global. Isso quer dizer que a globalização não é o caminho para a utopia liberal, mas meramente uma extensão genocida do imperialismo europeu. Mas considerando o investimento massivo em propaganda do Holocausto, mesmo os globalistas mais fanáticos não teriam coragem para essa solução, então no final, eles teriam que permitir que povos etnocentristas ficassem de fora.

E se judeus e outros podem rejeitar a globalização, porque o resto de nós não? Especialmente considerando que livre comércio não recíproco é regressivo, dissolvendo a soberania nacional, solapando a justiça social, e entregando os destinos de povos europeus nas mãos de estrangeiros.

A conclusão é clara: defensores progressistas da globalização ou são ignorantes ou são vermes desonestos a favor de um processo que irá pauperizar e escravizar o povo que eles pretendem defender. Existe um vasto eleitorado na América para um partido político progressivo, protecionista, anti-globalista, nacionalista e racialmente consciente. Ele está apenas esperando uma liderança.

Source: http://legio-victrix.blogspot.com/2011/12/o-fim-da-globalizacao.html

 

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