O Faz-de-Contas da Falsa Esquerda & da Falsa Direita em Occupy Wall Street"/>
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Radicais a favor do Sistema:
O Faz-de-Contas da Falsa Esquerda & da Falsa Direita em Occupy Wall Street

1,936 words

English original here
For it’s the End of History
It’s caged and frozen still
There is no other pill to take
So swallow the one that made you ill.

– Rage Against the Machine, “Sleep Now in the Fire”

A grande força da Esquerda é que ela constitui tanto o sistema como a única alternativa permissível. Esse país, e o Ocidente, são governados pelo poder da finança internacional e pelo profano conglomerado do grande capital e da grande burocracia controlados por aqueles hostis a nós. Juntos eles sabotam a soberania nacional, bancam a destruição de valores tradicionais, financiam a extrema-esquerda, esvaziam o movimento conservador em uma defesa inútil da corrupção e do privilégio, e apoiam fronteiras abertas e a despossessão de nosso povo. Eles são o inimigo de qualquer conservadorismo real e dos proprietários de pequenos negócios e dos trabalhadores que compõem qualquer movimento de direita autêntica. Porém incrivelmente, novamente, nós encontramo-nos em uma situação em que a Esquerda cooptou o chamado pela mudança, mesmo em uma sociedade em que ela controla todos os níveis de poder. Também, dando a deixa, a Direita Americana (enquanto tal) está mobilizando-se para defender o status quo, para discutir em defesa dos cleptocratas que estão destruindo-a.

Nós já estivemos aqui antes. Durante a Guerra do Vietnã, um grupo de trabalhadores de construção (na época em que americanos costumavam conseguir esses empregos) lutaram com um grande grupo de manifestantes anti-Guerra do Vietnã em Wall Street. Os operários estavam usando capacentes de segurança, e o capacete de construção tornou-se um símbolo da coalização de Direita que elegeu o Presidente Nixon, e depois Reagan. Um dos cartazes entre os operários dizia, “Deus abençoe o Establishment”, comunicanto uma fúria absolutamente justificada contra os manifestantes privilegiados que desprezavam o próprio país e cuspiam nos valores que tornaram a nação grande. É claro, o “establishment” dificilmente poderia ser dito conservador. Richard Nixon estava longe de ser o gênio louco da extrema-direita que vemos na cultura popular. Ele fez pressão a favor de ação afirmativa, do programa de moradia Seção 8, de controles de salário e preços, da remoção do lastro áureo, e de mais ações judiciais e regulamentações da burocracia de direitos civis no departamento executivo. Não apenas ele não opôs-se à agenda de transformação cultural da extrema-esquerda, como ele efetivamente trabalhou para solidifica-la. Porém, porque os “radicais” odiavam-o, a maioria silenciosa mobilizou-se a seu favor. Mesmo enquanto radicais reclamavam a partir de suas posições em cargos públicos estáveis em universidades sobre a virada do país para a Direita, os radicais de esquerda tornaram-se o establishment e criaram o tipo de sociedade na qual vivemos hoje. Em última instância, a responsabilidade por isso deve ser colocada aos pés da Direita Americana.

O mesmo tipo de coisa ocorre hoje. Republicanos estão reagindo com desprezo arrogante, chamando-os de uma multidão de gente imunda. É uma reação compreensível. Protestos são a Quarta Geração da Guerra em miniatura, no sentido de que não há absolutamente nada que a polícia possa fazer para evitar parecer fascista. Portanto, todos os protestos contemporâneos são um moralidade escrava guiado pela mídia. Em cada protesto, nós vemos supostos militantes tentarem instigar um confronto, conseguirem, e então começarem a gemer e rolar pelo chão como a seleção italiana em busca de um cartão vermelho. É claro, isso só funciona se você tem uma mídia simpática que possui uma narrativa de idealismo esquerdista firmemente estabelecida. Um aglomerado de idosos segurando cartazes e pedindo a redução dos impostos foi tratado como a marcha da Sturmabteilung, enquanto clamores pela derrubada do governo são tratados como simples idealismo. Não é de surpreender que muitos conservadores queiram mandar a cavalaria com espadas desembainhadas para limpar essa massa imunda.

Eles estão errados e enquanto emocionalmente satisfatório, esse modo de pensar é perigoso em dois níveis. Primeiro, eles estão subestimando dramaticamente o potencial desse movimento. Diferente dos conservadores, os progressistas tem uma enorme rede de ativistas profissionais, financiados por grandes fundações, universidades, sindicatos e órgãos governamentais. Ativistas que estão envolvendo-se agora permanecerão envolvidos pelo resto de suas vidas. Esse movimento não vai desfazer-se. Ele continuará a crescer nos próximos meses e a criar novas instituições para financiar-se.

Segundo, os republicanos estão simplesmente errados no ponto principal. A afirmação de Hermain Cain de que “Se você não é rico, culpe a si mesmo”, é mais do que imbecil. Ainda que ele disfarce-se como algum tipo de outsider do Tea Party, ele tem o mesmo fedor do desprezo pelos trabalhadores americanos que os piores lobbystas corporativos “conservadores” de Beltway. O ponto essencial dos protestos está correto – de que esse país é governado por uma oligarquia econômica que é profundamente hostil ao povo americano e que os trabalhadores americanos estão sofrendo enquanto Wall Street está sendo protegida. De novo e de novo, o povo americano é presenteado com uma escolha entre esquerdistas que abertamente desprezam-os e conservadores que na melhor das hipóteses são indiferentes, mas estão principalmente interessados em proteger seus financiadores corporativos. Esses últimos são um mal menor, mas dificilmente uma alternativa real. Em termos eleitorais, parece que a Direita Americana vai ganhar espaço no Congresso nas eleições de 2012 (isso se ela não capturar a Casa Branca) mas ela não vai fazer nada com isso.

Dito isso, é claro, o que os manifestantes realmente querem não apenas não resolverá o problema, mas são algumas das próprias coisas que meteram-nos nessa confusão (apesar de que tenham em mente que enquanto escrevo isso não há qualquer lista “oficial” de demandas). Gastar um trilhão de dólares que não temos para fazer mais projetos de emprego imediato, ou descartar toda a dívida (eu presumo que os impostos não estão incluídos), ou criar um “direito” ao trabalho (garantido por quem?) não vão resolver nada. Pedir por fronteiras abertas pode ser um mandamento multicultural, mas como Samuel Gompers e outros antigos líderes trabalhistas confirmariam, isso obviamente leva a um mercado de trabalho mais frouxo e, portanto, a salários menores. Na verdade, os manifestantes estão repetindo a linha da Câmara de Comércio nessa questão. Como outros comentaristas apontaram, os protestos estão dirigidos à inabilidade para americanos comuns de levar uma vida de classe média sob essas circunstâncias mas que não consideram as mudanças sociais, culturais e governamentais que causaram esses problemas. Os estilos de vida esquerdistas, o politicamente correto, o multiculturalismo (incluindo a ação afirmativa e empréstimos preferenciais e programas de financiamento para grupos minoritários), as fronteiras abertas, o crescimento do poder governamental, o crescimento dos programas assistencialistas, e a fiança baseada na dívida necessária para pagar por tudo isso é a razão pela qual o americano da classe média e a nação americana estão entrando em colapso. Na verdade, se nós não tivéssemos esse sistema financeiro movido por dívidas, nós não teríamos o dinheiro para pagar os professores de “estudos em globalização” que vemos na Democracy Now! todas as noites dizendo-me como eles estão ajudando a organizar esses protestos.

O que os academicamente credenciados, porém muito pouco educados manifestantes parecem querer é uma nação que parece-se com um típico campus universitário. Haverá um monte de privilégios, você estará protegido de opiniões que possam desafiar seus preconceitos esquerdistas, você não terá que fazer realmente muito, e você não terá que pensar muito sobre quem paga por tudo isso. Para muitos dos formados em artes liberais lá fora, a razão pela qual eles não tem empregos é porque uma educação em artes liberais nem ao menos ensina as artes liberais, quanto mais algo que ajude a contribuir para a sociedade. O desemprego é o menos danoso que podemos esperar para esses caras. Alguém realmente acredita que o que nossa sociedade realmente necessita é de mais caras que tiveram seus empréstimos estudantis de 200.000 pagos para que eles possam ter o “direito” de ser um representante da “juventude LGBT?”

Está na moda, principalmente em protestos como esses, falar sobre estar além da Esquerda e da Direita. Publicações como American Conservative e blogs conservadores ocasionalmente falam sobre uma aliança entre Esquerda e Direita contra os bancos, o governo, e o “Establishment” de modo a criar um sistema mais humano. O problema é que isso só existe em uma via. Os manifestantes estão deixando claro que ninguém que acredite digamos, em diferenças de gênero, leis de imigração, ou mesmo “discriminação baseada em habilidade” (!), ou seja, ninguém que remotamente encaixe-se na direita seja bem-vindo. Como resultado, enquanto esse movimento crescerá em força, ele permanecerá exclusivamente um movimento da Esquerda e, como tal, jamais desafiará realmente o sistema. De fato, será um movimento do establishment esquerdista.

Porém, até mesmo isso de certa forma não esgota a compreensibilidade da questão. Assim como os protestos de maio de 1968 em Paris que quase derrubaram de Gaulle, a ação nas ruas é tão impelida por uma busca por sentido como por justiça econômica. Em um mundo de consumismo e comunidade desintegrada, tomar as ruas é um modo de mostrar que você ainda importa, que você tem uma identidade, e que há ainda algo como uma democracia nesse país. Isso falhará. Nossos mestres econômicos há muito tempo já dominaram a arte de vender rebelião de esquerda de volta para os consumidores. Até a Adbusters percebe isso. Em última instância, o mundo dos indivíduos desenraizados, autônomos, atomizados tagarelando sobre os “direitos” que eles aprenderam na universidade serve tanto ao mundo corporativo como ao establishment esquerdista. Na verdade, ambos são a mesma coisa. Afinal, a principal figura de maio de 68, o ousado revolucionário Danny the Red, é agora o membro do Parlamento Europeu Daniel Cohn-Bendit, lutando para trazer-lhe as políticas antissépticas e devastadoras da União Européia que irá te dizer que lâmpadas você tem permissão para usar.

O maior obstáculo ao McMundo não é alguma teoria retardada sobre racismo institucional – e sim comunidades realmente existentes construídas na Tradição e na Identidade. Mudança autêntica, rebelião real, tem que vir de uma Direita não-apologética e explícita que reconheça e defenda hierarquia, excelência e os direitos dos povos de determinarem o próprio destino. Isso virá de uma Direita autêntica que coloque a nação acima dos banqueiros, que coloque a livre iniciativa acima das corporações, e que não despreze os trabalhadores que são parte da comunidade nacional. O exemplo mais próximo teria sido o movimento por trás de Pat Buchanan que teria acabado com a imigração maciça, com o outsourcing de empregos, e com a desindustrialização da América. Ao invés de buscar sentido em uma rebelião existencialista que tentou e já falhou antes, o que é necessário é Revolução Nacional que possa criar uma versão superior de uma comunidade atualmente existente construída sobre nacionalidade, cultura, e tradição. No que concerne a juventude, nós deveríamos estar marchando contra os administradores de universidade que arrancam-nos 200.000 por diplomas inúteis. Nós deveríamos ativamente buscar estourar a bolha educacional, lutar contra os subsídios federais para universidades que permitem-lhes continuar a aumentar a mensalidade e demandar cortes para disciplinas inúteis que servem como uma desculpa para esquerdistas mamarem da teta governamental. É necessário dizer que os esquerdistas estão protestando contra o mundo que eles criaram. Agitar por mais do mesmo não vai fazer nada por nós.

Nós já vimos esse tipo de movimento antes tanto nos campi como nas ruas na Europa e nos EUA em 68. Eu vi algo disso em menor escala na Islândia em 2009. A Esquerda conhece o problema mas não tem solução – a falsa Direita parece fingir que nem há um problema para início de conversa. Nós já estivemos aqui antes e isso não é nada de novo. Tanto a Esquerda como a falsa Direita tiveram sua oportunidade e falharam. É hora de construir uma Direita real que esteja oposta ao sistema atual para que aproveite-se desse movimento antes que ele desapareça.

Source: http://legio-victrix.blogspot.com/2011/10/radicais-favor-do-sistema-o-faz-de.html

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