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Nacionalismo Racial e os Arianos

swastikahindutemple1,932 words

English original here

Quem eram os Arianos?

Os Arianos eram brancos nórdicos semi-nômades, talvez originalmente localizados nas estepes do sul da Rússia e Ásia Central, que falavam a língua paterna das várias línguas indoeuropeias.

Latim, grego, hitita, sânscrito, francês, alemão, letão, inglês, espanhol, russo, etc. são todas línguas indoeuropeias. Indoeuropeu, ou mais apropriadamente proto-indoeuropeu (PIE), é a língua ancestral perdida da qual todas essas línguas essencialmente derivam. O “proto” indica que a gramática e vocabulário dessa língua há muito extinta, provavelmente falada até 3.000 a.C., são uma reconstrução hipotética por filólogos modernos. Assim como as línguas romance como o italiano e o espanhol derivam do latim, também o latim deriva do PIE.

A filologia indoeuropeia tradicionalmente usava “ariano” tanto para denotar um povo, compreendido racialmente ou etnicamente, e o próprio grupo linguístico (“fala ariana”), independentemente da raça ou etnia do povo falando seus vários ramos. Após a derrota da Alemanha Nacional-Socialista, o termo saiu de uso no meio acadêmico em ambos sentidos, e “indoeuropeu” (IE) tornou-se a designação preferida do grupo linguístico, e “indoeuropeus” tanto o povo que ocupou o lar ariano original e seus descendentes, que gradualmente espalharam-se pela Europa, pela maior parte do subcontinente indiano, e por partes do Oriente Médio. Nacionalistas raciais não estão, é claro, obrigados a adotar o léxico politicamente correto tímido do academicismo contemporâneo, mas nós devemos ter consciência da imprecisão de “ariano” como classificação racial ou étnica.

Arya, significando “nobre”, aparece em várias línguas indoeuropeias. Sua forma plural (Aryas = “nobres”) foi provavelmente o nome que os arianos usaram para descrever-se antes de sua dispersão, e pode ter sobrevivido em Eire (Irlanda) e certamente sobrevive no Irã (Airyanam vaejo = “reino dos Arianos”). A descoberta de milhares de tais palavras cognatas em línguas amplamente separadas, junto com estruturas gramaticais sim similares, levaram os filólogos a concluir, no início do século XIX, que a maioria das línguas europeias havia evoluído de um proto-idioma comum falado há milênios por um povo distinto que gradualmente deixou seu lar original em uma série de migrações, carregando sua língua consigo.

Tradicionalmente o grego, o latim e o sânscrito eram consideradas as línguas mais próximas ao PIE, e muito da proto-língua ariana é baseado nelas. O lituano moderno, porém, é a língua mais arcaica viva, mais próxima do idioma ariano original do que qualquer outra. Há até mesmo uma língua indoeuropeia, o tochariano, atestado no Turquestão chinês, que indica que os arianos devem ter penetrado no Extremo Oriente, uma já antiga peça de evidência línguística que foi recentemente confirmada pela descoberta de restos físicos de uma população loira na China.

Talvez a mais famosa prova para a existência pré-histórica do proto-indoeuropeu é a palavra para rei: rex em latim, raja em sânscrito, ri em irlandês antigo, junto com uma hoste de outros cognatos. Todas essas obviamente variantes de uma palavra comum para rei. Já que nenhum desses povos falando essas várias línguas esteve em contato físico um com os outros durante o período histórico – ou seja em um tempo para o qual registros escritos existem – filólogos comparativos inferem que suas respectivas línguas devem ter evoluído de uma única proto-língua, que é a única maneira de explicar a presença da mesma palavra para “rei” entre povos tão dispersos. Os romanos claramente não pegaram rex dos irlandeses ou dos indoarianos; cada um, ao invés, herdou sua própria palavra para “rei” de uma língua ancestral comum.

Os filólogos podem também, ademais, concluir seguramente que os arianos devem ter tido reis antes de emigrarem de seu lar original no sul da Rússia. Em verdade um corpo de evidências bastante detalhado sobre a organização política, práticas matrimoniais e crenças religiosas pré-históricas arianas pode ser reconstruída com base na sobrevivência de um vocabulário comum nas várias línguas indoeuropeias existentes: Eles adoravam um deus celestial, eles traçavam a descendência pela linha paterna, eles criavam gado, eles bebiam hidromel, eles usavam carroças puxadas por cavalos (que eles provavelmente inventaram) como armas de guerra, etc. Até mesmo o vermelho, branco e azul/verde que aparece em tantas bandeiras modernas possui um pedigree ariano. É provavelmente uma sobrevivência da divisão social tripartite de suas comunidades em sacerdotes (branco), guerreiros (vermelho), e pastores e agricultores (azul/verde).

Os arianos, ou mais especificamente indoarianos, fazem seu primeiro aparecimento notável na história por volta de 2000 – 1500 a.C., como invasores do Norte da Índia. O Rig Veda sânscrito, uma coletânea de textos religiosos ainda reverenciados pelos hindus modernos, registra (muitas vezes enigmaticamente) a gradual subjugação dos habitantes escuros, os Dasyus: por exemplo “Indra [Thor nórdico, Taranis celta] pôs em descoberto as fortalezas dos Dasyus, em cujos úteros escondiam-se o povo escuro. Ele criou terra e água para Manú”; “mais baixo do que todos ademais, tu, ó Indra, derrubastes os Dasyus, tribos abjetas de Dasas”; “após matar os Dasyus, deixai Indra com seus brancos amigos ganhar terra, deixai-o ganhar o sol e a água”; “Indra subjugou a cor Dasyu e fê-la esconder-se”.

With all-outstripping chariot-wheel, O Indra,
Thou, far-famed, hast overthrown the twice ten kings…
Thou goest from fight to fight, intrepidly
Destroying castle after castle here with strength.

Os arianos eram notavelmente expansionistas, e em quase todos os lugares para os quais iam eles conquistavam e subjugavam os povos indígenas, impondo suas línguas e (em diferentes graus) suas crenças religiosas sobre os nativos, e recebendo por sua vez contribuições dos povos conquistados. Invasões arianas – ou mais precisamente, uma longa sequência de diferentes invasões por falantes das línguas indoeuropeias – varreu toda a Velha Europa a partir do quarto milênio antes de Cristo, e ao longo do tempo conquistadores e conquistados fundiram-se em povos específicos com distintas línguas. A maioria dos habitantes contemporâneos da Europa, junto com suas respectivas culturas nacionais, são o resultado da interação entre ondas sucessivas de invasores arianos e a cultura do povo caucasiano particular que eles conquistaram e com o qual posteriormente casaram-se, e como resultado quase todas as línguas europeias modernas são membros do ramo ocidental da árvore familiar indoeuropeia.

Minoan snake goddess, from the Palace of Knossos, circa 1600 BC

Minoan snake goddess, from the Palace of Knossos, circa 1600 BC

O nascimento de uma cultura europeia, porém, predata a chegada dos indoeuropeus: a arte de Lascaux, que alguns identificaram como o primeiro florescimento do gênio criativo do homem ocidental, foi a obra de Europeus Antigos, bem como o Stonehenge no Norte e a cultura palaciana minóica de Creta no Sul. Um simbolismo religioso pan-europeu já havia evoluído, muito do qual foi depois incorporado nas mitologias indoeuropeias, incluindo várias adaptações regionais da onipresente reverência dos antigos europeus pela Deusa Mãe. Muitas das principais figuras na mitologia grega predatam a chegada dos arianos, e durante o curso da história antiga as crenças e práticas religiosas dos europeus antigos continuamente reafirmaram-se.

A Europa é europeia porque os conquistadores e conquistados eram membros da mesma raça branca, diferentes ramos da mesma árvore; a Índia é um pântano de misérie por que a massa dos conquistados, com quem os indoarianos eventualmente casaram-se, eram Veddoides/Australoides. A lição é óbvia. Mesmo hoje hindus das castas superiores ainda podem ser identificados pelos traços caucasoides e pele mais clara, enquanto as partes mais pobres e atrasadas da Índia são geralmente as mais escuras.

Como um adendo, estudos genéticos recentes indicaram que os bascos da Aquitânia e dos Pirineus são provavelmente a forma mais pura dos Europeus antigos como eles existiam antes da chegada dos invasores indoeuropeus. Eles evidentemente emergiram das invasões da Europa sem terem sido conquistados, e eles permaneceram suficientemente isolados para manter sua língua única e não indoeuropeia.

Do que deveríamos chamar-nos?

A história dos arianos, da qual o precedente é um sumário necessariamente simplista, não é meramente uma curiosidade interessante; ela possui implicações importantes para como definimo-nos. Um alemão, por exemplo, é arianos apenas na medida em que os habitantes originais da antiga Alemanha foram conquistados por invasores que falavam uma língua indoeuropeia. Em nenhum sentido genético significativo ele poderia ser chamado de um ariano puro. Mesmo na época das invasões indoeuropéias da Velha Europa, o termo havia perdido muito do seu sentido original como nome de um grupo étnico distinto. Durante suas migrações sucessivas do lar original, os arianos absorveram outras populações brancas e adquiriram fisionomias muitas vezes distintivas, junto com línguas mutualmente incompreensíveis (porém aparentadas).

Swastika-adorned bowl from Athens, c. 800 BC

Swastika-adorned bowl from Athens, c. 800 BC

A escrita racialista é quase sempre contaminada por um nordicismo divisivo e uma idolatira quase mística do ariano, e o próprio Hitler muitas vezes utilizava “ariano” e “nórdico” de modo intercambiável. Mas contrariamente à crença popular, os teóricos raciais nacional-socialistas nunca afirmaram que os alemães fossem arianos, e nem que a maior parte da bagagem genética germânica fosse ariana. Eles afirmavam, ao invés, que os nórdicos eram geneticamente mais arianos do que, por exemplo, os italianos mediterrâneos – uma afirmação muito mais modesta que possui a virtude adicional de ser verdadeira. O Norte da Europa era escassamente povoado antes das migrações indoeuropeias, enquanto o Sul da europa já possuía uma civilização e uma população bem maior. Um nórdico alemão ou sueco pode, então, corretamente afirmar que ele é mais ariano do que um grego ou um italiano do sul, mas ele não deveria incomodar-se em fazê-lo, já que a distinção é atualmente tão imaterial que apenas serve para dividir brancos.

Para o termo ariano ter qualquer validade em um contexto contemporâneo, ele apenas pode denotar membros das culturas europeias que surgiram da interação dos invasores falantes de línguas indoeuropeias (“arianos”) e os brancos europeus que precederam-o. Ele não pode significar arianos em sentido estrito, já que esse povo não existe há pelo menos dois mil anos.

Uma outra dificuldade com “ariano”, mesmo se utilizado nesse sentido menos estrito, é que ele ainda excluiu um bom número de pessoas que a maioria consideraria branca. Além dos bascos, o finlandês e o húngaro também não são línguas indoeuropeias, e nem finlandeses ou húngaros são descendentes de um povo que falava PIE. Ambos, porém, são obviamente brancos.

“Branca” é então preferível a “ariana” como um nome para a raça cuja existência devemos assegurar, mas esta terminologia também é imperfeita. Nós nunca devemos fetichizar diferenças raciais minúsculas transformando gradações insignificantes de “brancura” em uma hierarquia de graus relativos de pureza racial. A maioria dos italianos, gregos e espanhóis são membros do ramo mediterrâneo da raça branca, e eles são geralmente mais escuros do que nórdicos. A maioria dos judeus ashkenazi é, por outro lado, fisicamente mais “branca” que o grego médio. Porém esses judeus “brancos” são os principais subversores da civilização ocidental, enquanto gregos, italianos e espanhóis estão entre seus principais criadores.

udaicas de ascendência europeia”. Infelizmente esse termo não existe. “Branco” e “Ariano” são substitutos aceitáveis apenas se compreendemos suas deficiências.

O nacionalismo racial euroamericano difere marcadamente dos nacionalismos mais étnicos da Europa. Na Europa, distinções étnicas entre brancos são um instrumento político válido para preservar uma “Europa de Nações” contra as forças da globalização capitalista e da imigração terceiromundista. Mas, nesse continente, nós somos – para o bem ou para o mal, e eu penso que para o bem – um amálgama de diferentes etnias europeias, apesar de nosso núcleo cultural indubitavelmente anglo-celta. É inevitável, ainda que infeliz, que sob tais circunstâncias os racialistas ainda briguem entre si sobre os contornos exatos da categoria “branco”, isto é, quais grupos étnicos são parte de nós e quais não são. O que não pode ser disputado, ao menos por qualquer um que queira ser construtivo a respeito do movimento racialista nesse continente, é que nós todos devemos definirmo-nos como euroamericanos ou perecer. De outro modo nós somos simplesmente uma série de grupos étnicos desconexos, indefesos contra uma “coalizão arco-íris” conscientemente anti-branca que quer enterrar todos nós.

Source: http://legio-victrix.blogspot.com/2011/10/nacionalismo-racial-e-os-arianos.html

 

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