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Viva Chávez!

Hugo Chavez and Norberto Ceresole

Hugo Chavez and Norberto Ceresole

3,949 words

English original here

“Eventualmente, liderança responsável para uma massa inquieta de uns 180.000.000 latinoamericanos surgirá. Já as sementes da revolta contra a dominação judaico-americana foram semeadas. Vejam Cuba.” — Francis Parker Yockey, 1961

Os abutres tem circulado a Venezuela por mais de uma década, esperando por uma oportunidade de tomar uma nação que tem preservado obstinadamente sua soberania sob a liderança inspiradora de um Perón tardio, Hugo Chávez. Para falsos “conservadores” Chávez era apenas outro tirano marxista, uma designação que é aplicada a qualquer um remotamente crítico da hegemonia global americana, seja politicamente, economicamente, moralmente ou culturalmente. Porém, ele era algo mais além de apenas outro ditador de “Terceiro Mundo”; como Perón ele estava comprometido com uma Idéia, e ainda que essa possa ser descrita como sendo de “Esquerda”, ela estava longe de ser Marxista. Realistas políticos direitistas como Yockey, seu colega H. Keith Thompson, e o belga Jean Thiriart, teriam prontamente visto grandeza em Chávez, ao redor de quem um eixo anti-globalista estava sendo forjado na América Latina e mais além.

Yockey, em colaboração com H. Keith Thompson, redigiu seu último ensaio que reconhecia a importância da “formação de regimes nacionalistas, neutralistas” no Terceiro Mundo, e não tinha reticência em descrever certos não-brancos de seu tempo como “brilhantes estadistas”, entre os quais ele incluía por exemplo Nkrumah de Gana. “Essas personalidades”, ele escreveu, “incorporam uma Idéia, nenhum estão nisso por dinheiro ou publicidade. Eles vivem simplesmente, trabalham e vivem por suas idéias. Um homem tal, em uma posição de liderança, é uma força histórico-mundial”. Poderia alguém realmente objetar que se Yockey estivesse vivo hoje ele teria visto em Chávez algo além de um “brilhante estadista”, e uma “força histórico-mundial”, e poderia bem ter se unido a Ceresole indo à Venezuela Bolivariana, do mesmo jeito que ele foi ao Egito de Nasser?

Chávez, que havia alcançado a patente de Tenente-Coronel, havia participado em um golpe mal sucedido em 1992, foi preso e então perdoado em 1994. Ele havia passado seu tempo formulando suas idéias políticas, e era um estudante de história. O Movimento Bolivariano Revolucionário-200 (MBR-200) havia sido formado por oficiais do exército radicais. Como o nome indicava, eles honravam Simon Bolívar, não Karl Marx, e possuíam uma visão mais ampla para a América Latina. Apesar dos partidos de oposição se unirem contra ele, Chávez conquistou a presidência em 1998 com 56% dos votos.

O nome do estado foi mudado para República Bolivariana da Venezuela.

Resistindo à Distorção Cultural

Enquanto é um grande mito considerar os EUA como instintivamente opostos a qualquer regime que seja “esquerdista”, Po regime Chávez era certamente um incômodo significativo para o regime americano. Como Perón, Chávez não era um marxista qualquer. A direção alarmante da Venezuela Bolivariana logo se tornou aparente para o “regime da distorção cultural” quando Chávez declarou uma Kulturkampf exatamente contra eles: os “deturpadores culturais”. A “sífilis espiritual de Hollywood”, para usar um termo yockeyano é um meio primário de subverter uma nação e arrastá-la para o lamaçal globalista chefiado pelos EUA. Perguntado por quê ele estava lançando uma indústria cinematográfica na América Latina para rivalizar com Hollywood, Chávez explicou: “É uma ditadura Hollywoodiano. Eles nos inoculam com mensagens que não pertencem a nossas tradições”.

Um estúdio de cinema foi aberto por Chávez em 2006 com financiamento de 11 milhões de dólares. Ele produziu filmes sobre a história latinoamericana. O primeiro foi uma “série sobre Francisco de Miranda, que lutou pela independência da Venezuela contra a Espanha no século XIX e um dos heróis do sr. Chávez”.

Chávez reconhecia plenamente as forças em funcionamento por trás do regime americano e da globalização, e seu braço hollywoodiano. Daí a oposição que ele encontrou de fontes judaicas e sua condenação aberta de sua influência. Em 2006 ninguém menos que o Centro Simon Wiesenthal acusou Chávez de fazer afirmações antissemitas e – riam agora – “exigiu um pedido de desculpas”. Em seu discurso do Natal de 2005 Chávez disse que “minorias, descendentes daqueles que crucificaram Cristo…abocanharam toda a riqueza do mundo para si mesmos… ‘Nosso centro condena fortemente suas declarações anti-semitas. Esse insulto a valores humanitários universais demanda uma retração imediata e um pedido de desculpas público'”.

“O Diretor de Relações Internacionais do centro Shimon Samuels e seu representante latinoamericano Sergio Widder também enviaram uma carta a Chávez exigindo um pedido de desculpas, segundo a declaração do centro.

Eles disseram que eles convocariam os governos da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai para suspenderem a entrada da Venezuela no bloco comercial Mercosul até que Chávez peça desculpas.

O centro disse que ‘a retórica reacionária e medieval’ ecoava aquela do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que mês passado expressou dúvidas sobre o extermínio dos judeus pelos nazistas conhecido como Holocausto e sugeriu que o estado judaico seja transferido para a Europa.

Chávez, um crítico vocal de Washington, recentemente tem forjado laços com o Irã conforme ele constrói alianças políticas e comerciais como alternativa à influência americana”.

Em novembro de 2012 o Centro Wiesenthal atacou a Venezuela Bolivariana novamente por causa da violência dirigida contra uma sinagoga em Caracas, onde “uma multidão enfurecida cantava ‘judeus são assassinos, malditos judeus, parem de matar inocentes’, slogans antissionistas e soltavam fogos”. O Diretor de Relações Internacionais do centro, Dr. Shimon Samuels, seguindo com a tendência filo-semítica do exagero, comparou o incidente à Alemanha Nazista e acusou o Governo Chávez de tolerar os atos, um incidente prévio tendo ocorrido em 2009.

Incidentes antissemitas na Venezuela chavista já foram classificados como abusos dos direitos humanos pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. A Sinagoga Maripérez insta a OEA a intervir em garantir a investigação e perseguição daqueles responsáveis.

Uma Alternativa à “Nova Ordem Mundial”

Claramente Chávez foi considerado com um inimigo do Sionismo Internacional e da Judiaria Mundial, junto a seu aliado, o presidente iraniano, Ahmadinejad. Em particular, Chávez possui uma grande visão que abraçava não só toda a América Latina como o mundo. Ao se opor aos EUA e à globalização Chávez revidou com uma alternativa que contava com um crescente corpo de opinião política e acadêmica na Rússia, baseada no “Eurasianismo” e na “Quarta Teoria Política”, cujo expoente mais conhecido na Rússia é o professor Alexander Dugin do Centro de Estudos Conservadores da Universidade Estatal de Moscou. Essa teoria é fortemente advogada pelo presidente Putin, e Chávez buscava um relacionamento próximo com a Rússia como o eixo para uma reorganização global baseada em blocos e alianças ou o que Dugin chama de “vetores”.

De parte de Chávez ele defendia um bloco ou “vetor” latinoamericana, que era a iniciativa em política externa de sua “Revolução Bolivariana”. Isso de fato trouxe o alinhamento de outros estados latinoamericanos na “Alternativa Bolivariana para o Povo de Nossa América”. Eu já descrevi isso brevemente em outro lugar:

“Um bloco latinoamericano está emergindo ao redor da Venezuela. Combinado, um bloco latinoamericano terá imensos recursos. Uma revolução ‘bolivariana’ está ocorrendo por toda a América Latina sob a inspiração de Hugo Chávez da Venezuela. Esse bloco latinoamericano está se formando em desafio às ambições hegemônicas norteamericanas, e foi lançado como ‘A Alternativa Bolivariana para o Povo de Nossa América” (ALBA) em 2004 por Venezuela e Cuba como alternativa à ‘Área de Livre Comércio das Américas’ (ALCA) apoiada pelos EUA. Até junho de 2009, a ALBA já havia crescido até ter nove estados membros, e o nome foi modificado para “Aliança Bolivariana para o Povo de Nossa América”. Um bloco latinoamericano buscará alinhamento com a Rússia para se opôr à pressão americana, e a Venezuela já está fazendo isso”.

Chávez parecia estar informado pela corrente emergente no pensamento geopolítico russo e endossava um mundo “multipolar” no qual o bloco bolivariano desempenharia sua parte em aliança com a Rússia. Ele afirmou cedo em sua presidência que esse não seria “o novo século americano” mas um de vários blocos de poder. Isso reflete o grande pensamento geopolítico de Haushofer, e as idéias do pós-guerra de Thiriart e Mosley, este também incluindo o que ele havia visto durante a década de 50 como a emergência do “sindicalismo” na América Latina (particularmente sob Perón) como a fundação de um bloco latino que poderia se alinhar com a Europa.

Chávez era bem versado em ideologia política e na história das idéias políticas, e citava uma variedade de fontes intelectuais em seus artigos e diálogos televisivos. Ele não era um “latino burro” como alguns “direitistas” tentam fazer crer tão só pela cor de sua pele. Ele escreveu sobre sua visão geopolítica:

“Eu quero resumir o que eu disse na Universidade da Amizade dos Povos da Rússia: Hoje nós podemos dizer que o mundo deixou de ser unipolar. Mas não há um mundo bipolar, nem há sinais claros da criação de quatro ou cinco grandes pólos de potências mundiais. Está claro, por exemplo, que a organização de Nossa América em um único bloco político não está no horizonte imediato: Isso não se tornará realidade a curto prazo. Mas o mesmo ocorre na África, Ásia e Europa.

O que nós podemos ver atualmente é um número crescente de núcleos geopolíticos no mapa de um mundo que nós podemos chamar de um Novo Mundo. É um mundo multipolar como a transição para a multipolaridade.

A aceleração rumo à transição para a multipolaridade dependerá da clareza, vontade e decisão políticas tomadas pelos países em cada núcleo…

Será difícil para eles silenciar os múltiplos cantos entoados por múltiplas nações, que, em face da globalização hegemônica imposta pelo capitalismo, começaram a construir globalizações contra-hegemônicas. Aqui eu uso os termos do professor e intelectual português Boaventura de Sousa Santos quando, em seu livro, Epistemologias do Sul, ele nos propõe pensar sobre um novo movimento democrático multinacional. Nesse sentido, eu senti, com o mesmo espírito entre os povos fraternais da Líbia, Argélia, Síria, Irã, Turcomenistão, Bielorrússia, Rússia e Espanha, que esforços isolados não são suficientes para lutar contra a crise mundial”.

No mesmo artigo, Chávez falou do drama dos palestinos, e da “guerra contra o terrorismo” que estava sendo usada para impor a globalização, “que permitiu ao império atropelar povos e soberanias com impunidade”.

Em 2010 Chávez visitou o Irã onde a lealdade entre as duas nações foi jurada, e acordos conjuntos de petróleo e outros foram ratificados. Foi um pacto que trouxe grandes preocupações para Israel e os EUA. A visita ao Irã foi parte de uma viagem por diversos estados, onde ele promoveu a idéia de um “mundo multipolar”, referida no artigo acima.

Naquele ano também Putin visitou a Venezuela para assinar um acordo de energia. Chávez, que visitou a Rússia muitas vezes, afirmou sobre a visita de Putin: “Nós estamos forjando um novo mundo multipolar e a Rússia desempenha um papel importante nesse processo”.

Chávez: “Eu sou realmente um peronista”

Chávez, eu sinto, é o primeiro líder latinoamericano a preencher os calçados do grande Juan Perón. Mais do que similaridade em origens e estilo, tanto Perón como Chávez tiveram um conselheiro comum em Norberto Ceresole. Em um encontro em 2008 com a presidente argentina Christina Fernandez de Kirchner, Chávez citou um discurso de Juan Perón, e disse: “Eu sou realmente um peronista. Eu identifico esse homem e esse pensamento que pediu que nossos países não mais fossem fábricas de imperialismo”.

O Norberto Ceresole tem sido descrito como tanto um comunista, por causa de sua associação com o Chile de Allende, e com Cuba, e como um neofascista (porque ele era um “neofascista”). O rótulo de comunista chega através de um retardo cerebral que aflige a “Direita”, particularmente nos EUA. (Eu me lembro anos atrás de ouvir um GI afirmam solenemente que estava indo ao Iraque para “combater o comunismo”). Muito tem sido escrito sobre Ceresole como o “Rasputin” de Chávez, como alguém cuja influência dava às forças variadas mas alinhadas do mal um grave nervosismo.

Ceresole (1943-2003), um cientista político e sociólogo, nasceu na Argentina, estudou na Alemanha, França e Itália, e começou sua carreira como conselheiro político com o regime esquerdista de Juan Velasco Alvarado, após o golpe no Peru em 1968. Durante a década de 70 ele foi um líder dos Montoneros, que haviam combatido pelo retorno do exilado Juan Perón, e foi ao exílio na Espanha em 1976, após a derrubada de Isabel Perón. Ceresole se tornou o principal portavoz para o Peronismo e foi particularmente influente entre oficiais militares por toda a América Latina. Ele também promovia uma aliança latinoamericana com a URSS.

Enquanto isso poderia ser visto por elementos retardados da “Direita” como evidência de comunismo, desde o tempo de Yockey, e mesmo durante o tempo de Spengler, pensadores direitistas avançados estavam vendo a URSS como se desenvolvendo em uma direção totalmente diferente, e durante o próprio tempo de Ceresole tal aliança estava certamente sendo defendida também por Jean Thiriart e mesmo por velhos veteranos como o Major General Otto Remer, que jamais cessou de defender uma aliança com a Rússia.

Ceresole se tornou um membro do Instituto de Estudos Latinoamericanos da Academia Soviética de Ciências, e manteve contato com oficiais cubanos e árabes; novamente algo que Yockey também fez. Após uma revolta em 1987 ele voltou para a Argentina para aconselhar Aldo Rico e outros oficiais, cujo movimento depois se fundiu com os peronistas. Em 1994, através de contatos militares, Ceresole conheceu Chávez.

Em 1995 Ceresole foi deportado da Venezuela por causa de suas ligações com o grupo de Chávez. Com a eleição de Chávez em 1998 Ceresole retornou, após ter publicado um livro em elogio a Chávez, Chefe, Exército, Povo: A Venezuela do Comandante Chávez em 1999.

Chávez já havia mencionado sua dívida ideológica a Ceresole em relação a geopolítica, escrevendo em 1998 em Fala o Comandante que ele “estava reconsiderando as idéias de Norberto Ceresole, em suas obras e estudos, onde ele planejava um projeto de integração física na América Latina…este será um projeto que integrará o Continente além da Venezuela, Brasil e Argentina e suas ramificações”. Apesar de pressões de dentro do regime que instaram Ceresole a abandonar a Venezuela em 1999, sua influência sobre o regime foi duradoura e ele afirmou: “Eu sou profundamente orgulhoso, por exemplo, de que o sistema venezuelano de inteligência militar foi reestruturado seguindo as diretrizes estratégicas que eu propus à época”.

Ainda que haja sugestões de que Ceresole foi repudiado por Chávez, isso não se passou, e o Comandante afirmou em uma de suas transmissões em 2006 que Ceresole era um “grande amigo”, e “um intelectual merecedor de grande respeito”. Ele relembrou seu encontro em 1995 em que estratégia geopolítica foi discutida.

Ceresole retornou à Argentina e continuou aconselhando peronistas até sua morte em 2003. Aqui ele estabeleceu o Instituto Peronista de Educação e Treinamento.

Ceresole tem sido “acusado” de ser um “negador do Holocausto” e um “antissemita” e de fato ele escreveu livros sobre ambos temas, incluindo: Terrorismo Fundamentalista Judaico, Novos Cenários de conflitos (Madrid: Libertarias, 1996); O Nacional-Judaísmo: Um Messianismo Pós-Sionista, com prólogo de Roger Garaudy (Madrid: Libertarias, 1997); Espanha e os Judeus, Expulsão, Inquisição, Holocausto, 1492-1997 (Madrid: Amanecer, 1997); e A Questão Judaica na América do Sul (2003), enquanto também escrevia sobre nacionalismo político e geopolítica. Um de seus livros se chama Peronismo: Teoria e História do Nacional-Socialismo, este termo sendo o que o próprio Perón usava para descrever sua doutrina do Justicialismo.

Aquele velho cavalo-de-guerra do judaico-marxismo, o The Jewish Daily Forward, lamentou de Chávez:

“O antissemitismo está em ascensão no mundo hispânico. Em seu âmago está o antissionismo de Chávez, que, é claro, não é novo. Nem é a ira do presidente venezuelano dirigida somente ao estado israelense. Seu antissionismo é apenas uma manifestação de seu antissemitismo. Famosamente, em uma declaração de Natal de 2005, Chávez anunciou que ‘O mundo tem o bastante para todos, mas algumas minorias, os descendentes do mesmo povo que crucificou Cristo, e daqueles que expulsaram Bolívar daqui e a sua própria maneira o crucificaram…assumiram o controle das riquezas do mundo’. Como seu aliado Mahmoud Ahmadinejad do Irã, Chávez retrata Israel como um estado genocida que sobrevive somente porque uma cabala de ricos judeus nos EUA, através da mídia, controle a opinião pública mundial”.

Após comentar sobre a cada vez menor comunidade judaica venezuelana e ações antissionistas, o Forward descreve o conselheiro de Chávez:

“Para compreender as raízes da animosidade de Chávez em relação a Israel e ao povo judeu, é essencial seguir o caminho de um de seus aliados e confidentes, Norberto Rafael Ceresole. A potente mistura de Ceresole de nacionalismo, populismo e antissemitismo forneceu ao presidente venezuelano uma maneira conveniente de unir os pobres excluídos sob um inimigo comum…

…Ao invés de um ideólogo da Guerra Fria apoiando, dependendo da ocasião, a extrema esquerda e a ultra-direita, Ceresole pode ser melhor definido como um populista inspirado por Juan Domingo Perón, o herói de Ceresole (ele passou tempo com o deposto Perón em Madri). Uma de suas teses centrais, se uma pode ser destilada de suas quase três dúzias de livros, é que a única instituição redentora na América Latina capaz de retirar a região de seu ‘estado de sonambulismo’ é o exército”.

Ceresole, afirma o The Forward, era totalmente anti-marxista, apesar de seu apoio para causas “esquerdistas” bem como para àquelas da Direita, vendo o marxismo como alienígena à América Latina, e foi capaz – como Yockey, se pode acrescentar – de cultivar contatos tanto na URSS e em Cuba, apesar de seu anticomunismo. The Forward cita Ceresole como rememorando calorosamente seu primeiro encontro com Chávez em 1994 assim como Chávez lembrava mais recentemente e tão calorosamente quanto, seu encontro com Ceresole:

“Quando eu encontrei Chávez eu senti uma revelação, isto é, eu vi um caráter que de alguma forma eu havia imaginado… Eu o havia imaginado como uma possibilidade. Eu tinha uma experiência negativa com alguns militares argentinos e quando eu vi Chávez foi, fracamente, como um golpe de ar fresco. Eu imediatamente compreendi sua linha esquerdista, o que não me agrada, e aí emergiu a disputa fraterna entre Chávez e Ceresole”.

The Forward comenta que apesar de Ceresole ter sido forçado a deixar a Venezuela pelo Vice-Presidente em 1999, “Ainda que Ceresole deixasse a Venezuela, ele permaneceu próximo a Chávez até sua morte”. A influência certamente perdurou através das idéias de Ceresole sobre geopolítica, sua oposição ao sionismo e as influências do judaísmo, e sua concepção de um estado civil-militar. Em uma entrevista de 2000, afirma The Forward, Ceresole:

“(…) disse que Chávez estava ávido para compreender o papel de um exército tecnologicamente avançado na implementação de uma sociedade justa e ele e Ceresole discutiram essas idéias frequentemente. Ele explicou como ele contou a Chávez que toda dissidência precisava ser abolida na Venezuela para impedir uma guerra civil. E ele afirmou que os judeus eram agentes estrangeiros pretendendo perpetuar um falso mito do passado…

…Em 1999, Ceresole publicou um livro, Chefe, Exército, Povo: A Venezuela do Comandante Chávez, enfatizando a promessa de Chávez como uma panaceia para os males do país. Com esse livro, ele conquistou o coração do Chavismo. O tríptico do título rapidamente se tornou o mote oficial da revolução chavista”.

Abutres Circundantes

Tais grandes homens que ocasionalmente são produzidos pela história e então por sua vez moldam a história, deixam um vácuo catastrófico quando morrem. Muitas vezes seus longos labores e grandes sacrifícios são desfeitos se eles forem incapazes de transmitir o que eles criam para alguém de grandeza similar. Chávez sempre insistiu que esse não seria o caso com a Venezuela. Ele não acreditava que ela estivesse centrada em sua personalidade. Certamente nós podemos esperar ver os globalistas, sionistas, e seus colaboradores venezuelanos buscando por uma abertura para atacar e trazer a Venezuela de volta para os braços da “Nova Ordem Mundial”.

A Venezuela, desde a ascensão de Chávez, tem sido marcada como um daqueles estados necessitando de uma daquelas “revoluções coloridas espontâneas” do tipo que trouxe tantos estados de volta para os braços do capital internacional. Um dos lugares mais óbvios para consultar se se deseja saber que estados são marcados para a destruição pelo capital internacional é seu braço revolucionário, a pós-trotskista Dotação Nacional para a Democracia (National Endowment for Democracy: NED), que é assídua em manter uma lista de alvos atualizada, e em se gabar de seu trabalho para a revolução democrática global. Daí sob a Venezuela, a NED lista suas contribuições para projetos subversivos diversos:

“Centro para a Iniciativa Privada Internacional, $376.765 para promover a economia de livre-mercado entre empresários e trabalhadores venezuelanos. $180.000 em ‘responsabilidade’, para o propósito de interferir com a política interna venezuelana; $777.609 em ‘educação cívica’, isto é, programas especificamente tendo como alvos jovens para subversão e manipulação. $117.920 em “liberdade de informação’ dirigidos a manipular jornalistas. $65.000 em ‘direitos humanos’ para financiar um programa para usar ‘afrodescendentes em instituições públicas’, e para doutrinar policiais. $39.300 para ‘fortalecer instituições políticas’, isto é, interferindo com o processo eleitoral, e manipulando a juventude como bloco eleitoral”.

Dado que o NED tem seguido precisamente os mesmos procedimentos e estratégias de financiamento para todos os outros estados nos quais eles tem fomentado ou tentado fomentar “revoluções coloridas”, o objetivo de derrubar o regime bolivariano é óbvio o suficiente, e interferência direta já fez com que o NED fosse banido da Rússia e do Irã.

Em 2010, Chávez identificou jornalistas venezuelanos sendo pagos pelo NED para agitar contra o estado. É um exemplo daquilo a que o NED eufemisticamente se refere em seu financiamento como “liberdade de informação”. Em 2010, um jornalista americano descobriu que o Departamento de Estado americano estava canalizando fundos para jornalistas latinoamericanos na Bolívia, Nicarágua e Venezuela, através de frentes como o Bureau of Democracy, o Human Rights, e o Pan American Development Foundation. Ele escreveu de documentos obtidos sob o Freedom of Information Act que:

“Até agora, apenas documentos relativos à Venezuela foram liberados. Eles revelam que o PADF, colaborando com ONGs venezuelanas associadas com a oposição política do país, receberam pelo menos $700.000 para dar bolsas de jornalismo e financiar programas educacionais de jornalismo. Até agora, o Departamento de Estado tem disfarçado seu papel em financiar a mídia venezuelana, uma das armas mais poderosas da oposição contra o presidente Hugo Chávez e seu movimento bolivariano…

…Antes de 2007, o principal financiador das atividades de “promoção da democracia” americanas na Venezuela não era o Departamento de Estado mais a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), junto com a Dotação Nacional para Democracia (NED). Mas em 2005, o financiamento ardiloso dessas organizações foi exposto pela advogada venezuelano-americana Eva Golinger em uma série de artigos, livros e palestras… Após os disfarces da USAID e da NED terem sido revelados – forçando o principal intermediário da USAID, a Development Alternatives Inc. (DAI), uma empreiteira baseada em Maryland, a fechar seu escritório em Caracas – o governo americano aparentemente buscou novos canais de financiamento, um dos quais a PADF parece ter fornecido.

…A PADF propõe usar como alvos não só as universidades na capital Caracas, mas também regionais nos ‘Andes, no Centro-Leste, em Zulia e na região ocidental do país’. Em cada região, ‘os parceiros locais assinarão acordos com instituições acadêmicas que ensinam comunicação social’. As revelações do financiamento americano do jornalismo venezuelano vem pouco após um relatório divulgado em maio pelo think-tank europeu de centro-direita FRIDE, que descobriu que desde 2002 os EUA gastaram por volta de 3 a 6 milhões de dólares anualmente ’em pequenos projetos com parceiros políticos e ONGs’ na Venezuela, com fundos distribuídos por uma sopa alfabética de canais interligados e sempre cambiantes”.

A Venezuela se situa em uma encruzilhada. O regime bolivariano fornece o nexo para o bloco latinoamericano que está se formando em aliança com a Rússia e o Irã contra a “Nova Ordem Mundial”. Sua destruição é crucial para a recaptura da América Latina para os plutocratas e globalistas e agradará o Sionismo Mundial. Chávez foi a figura principal nesse novo bloco. Conseguirá a Venezuela produzir outro grande líder, ou emergirá outro de algum lugar na América Latina? Ou a região reverterá ao status colonial por trás de uma fachada de “democracia”, “direitos humanos”, e a economia de mercado que é considerada como seu pilar necessário?

Source: http://legio-victrix.blogspot.com/2013/03/viva-chavez.html

 

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One Comment

  1. Lew
    Posted March 29, 2013 at 2:09 pm | Permalink

    Does this surprise anyone? Jews claiming Venezuela was / is targeting Jews. I hope it’s true.

    http://www.haaretz.com/jewish-world/jewish-world-news/leaked-documents-venezuelan-intelligence-spying-on-local-jewish-community.premium-1.512398

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