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Nelson Mandela:
Outro Falso Deus

mandelawindow2,220 words

English original here

O nome de Mandela não pode ser pronunciado na televisão e na rádio senão com o maior tom de reverência. Eu lembro quando ele foi soldo da prisão e radialistas apresentavam a notícia mal conseguindo segurar gritos de alegria. Ele há muito tem sido tratado como divino. Conforme escrevo isso, eu estou ouvindo as notícias da televisão afirmando que sua saúde está cada vez pior, e fazendo as referências invariáveis sobre ele ter trazido “liberdade à nação arco-íris”. Eu vejo sua imagem retratada no vidro colorido de uma igreja na África do Sul enquanto uma congregação negra canta elogios.

Quantas vezes já se criou o inferno na Terra em nome da “democracia” e dos “direitos humanos”? “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” trouxeram o “Reino do Terror” à França e o genocídio do campesinato da Vendéia. A República Popular da China trouxe mortes a 80 milhões. Mais milhões morreram em nome da “democracia popular” na Rússia bolchevique e em Camboja. Cada Estado afirma ser uma “democracia”. A palavra, com clichês associados como “direitos humanos” e “liberdade”, significa pouco ou nada em substância. A África do Sul que foi entregue a Mandela passou ao massacre de brancos, especialmente camponeses, e mais de 3.000 foram assassinados desde 1990, ao mesmo tempo em que a taxa de homicídios em geral é uma das mais altas no mundo.

O que o regime pós-apartheid iniciado por Mandela ofereceu aos negros? Não apenas a vida não melhorou, ela ficou muito pior, e os serviços e utilidades públicas mal são funcionais. A criminalidade é onipresente, as favelas persistem. Tal é a existência da África do Sul após a abdicação do afrikaner que John Minto, manifestante perene e líder dos protestos anti-apartheid na Nova Zelândia durante a década de 80, se recusou a aceitar o Steve Biko Award por seus serviços em ajudar a destruir a África do Sul porque até ele não podia ver qualquer sinal da nova utopia negra. Em janeiro de 2008 Minto escreveu para Mbeki: “Receber um prêmio inevitavelmente me associaria e o movimento aqui com as políticas de governo do CNA. Em dado momento isso poderia ter sido fonte de orgulho, mas isso seria agora uma fonte de constrangimento pessoal que eu não estou preparado para suportar”. Como ou por que razão Minto acreditava que a África do Sul pós-apartheid seria melhor do que qualquer outro Estado negro é desconhecido para este escritor.

Como a imagem de Martin Luther King, que falava em paz mas praticava uma estratégia de tensão, e lamentava a tolerância com a qual os manifestantes negros eram tratados pela polícia nos estados sulistas, a imagem de Mandela é um disparate. Mandela estava comprometido com a violência. É assumido que Mandela foi injustamente condenado e aprisionado, meramente por defender a “liberdade”, como “prisioneiro de consciência”. Ele foi preso por seu envolvimento em uma campanha planejada de terror. A forca teria sido adequada.

Um plano de lançar uma campanha terrorista na África do Sul foi fomentada na fazenda “Rivonia” próximo a Joanesburgo. As autoridades sulafricanas haviam recebido informação de que líderes da ala militante do Congresso Nacional Africano, Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), estavam reunidos na fazenda, que pertencia a Arthur Goldreich. Em 11 de julho de 1963, a polícia cercou a fazenda onde descobriram outro líder “negro” decididamente não-africano, Denis Goldberg, e do lado de fora em uma construção com teto de palha “dois brancos e um bantu”. Oito suspeitos foram presos durante o cerco: Goldberg, Rusty Berstein, Raymond Mhlaba, Bob Heppel, Govan Mbeki, Arthur Goldreich, Ahmed Kathrada e o líder do CNA Walter Sisulu.

O cerco descobriu um plano para a campanha terrorista conhecida como “Operação Mayibuye”, projetada pelo Supremo Comando Nacional. Os réus afirmaram que a Operação Mayibuye não havia sido formalmente adotada pelo Supremo Comando e estava apenas sob consideração. Isso aparentemente é dito para ser causa de comemoração e gratidão. Mandela, que já estava preso, insistia que era apenas um “rascunho” que ele não considerava realista. Porém, Mandela também sempre insistiu em não ser comunista, uma mentira que só foi exposta recentemente por documentos provando que Mandela era de fato um membro sênior do Partido Comunista. O plano foi projetado para causar tamanho caos para motivar intervenção militar das Nações Unidas, através pelo sudoeste africano.

Mandela havia sido preso em 1962 por incitar uma greve geral em 1960, que havia recebido menos apoio do que ele esperava, cuja falha o levou a dizer que “os dias de luta não-violenta acabaram”. Mandela estava entre os primeiros a incentivar o CNA a assumir um curso violento. Foi o incentivo de Mandela que eventualmente persuadiu o CNA a estabelecer uma organização de guerrilha, Umkhonto we Sizwe. Douglas Linder afirma disse:

“Em junho de 1961, Mandela enviou aos jornais sulafricanos uma ameaça por carta de que uma nova campanha seria lançado a não ser que o governo concordasse em convocar uma convenção constitucional nacional. Sabendo que nenhuma convocatória do tipo viria, Mandela recuou para o refúgio de Rivonia para começar a planejar, com outros apoiadores, uma campanha de sabotagens. A campanha começou em 16 de dezembro de 1961, quando sabotadores do Umkhonto we Sizwe acenderam explosivos em uma subestação elétrica. Dúzias de outros atos de sabotagem se seguirem pelos próximos 18 meses. (De fato, o governo alegaria que os réus cometeram 235 atos de sabotagem). A sabotagem incluiu ataque a postos, máquinas e instalações energéticas do governo, bem como incêndios agrícolas deliberados”.

É inútil debater aqui a legitimidade do chamado de Mandela à luta violenta. O que nos interessa é sua representação como figura crística da “paz e da boa vontade para todos os homens”.

Em fevereiro de 1962, Mandela deixou a África do Sul para angariar apoio internacional e para receber seis meses de treinamento na Etiópia. Ele foi preso pouco após seu retorno à África do Sul.

Em julho de 1963, Mandela foi chamado em um escritório prisional de Pretória onde ele se encontrou com dez outros. Ele e esses outros se tornaram conhecidos como os “11 de Rivonia”. Eles incluíam sete capturados em Rivonia, dois que haviam sido previamente detidos (Andrew Mlangeni e Elias Motsoaledi), e James Kantor, um advogado. O advogado do CNA Harold Wolpe e Arthur Goldreich haviam conseguido evadir a captura.

O próprio depoimento de Mandela no banco dos réus é uma declaração de intenções violentas:

“No início de junho de 1961, após uma longa e ansiosa avaliação da situação sulafricana, eu, e alguns colegas, chegamos à conclusão de que na medida em que a violência nesse país era inevitável, seria irrealista e errado que os líderes africanos continuassem a pregar a paz e a não-violência em uma época em que o governo respondia a nossas demandas pacíficas com a força. Não se chegou a essa conclusão facilmente. Foi apenas quando tudo mais havia falhada, quando todos os canais de protesto pacífico nos foram barrados, que foi tomada a decisão de embarcar em formas violentas de luta política, e a formar o Umkhonto we Sizwe”.

O chefe do CNA Sisulu testemunhou que a Operação Mayibuye foi formulada por Arthur Goldreich, um membro do Supremo Comando e ex-membro da resistência sionista na Palestina. Sisulu afirmou que sabotagem seria necessário mas que não havia a intenção de matar ninguém. O juiz apontou que um transeunte havia sido morte por uma explosão nos correios, mas Sisulu estava contente em dizer o que equivale a “merdas acontecem”.

O juiz De Wet concluiu que “sem dúvidas Nelson Mandela havia sido o orientador por trás da criação do Umkhonto we Sizwe” e que a “Operação Mayibuyer compreendia um plano detalhado pra travar guerra de guerrilha com o objetivo de culminar em uma revolta em larga escala contra o governo da África do Sul”. Foi por causa de pressão internacional que os réus foram sentenciados a prisão perpétua ao invés de enforcados, com o juiz De Wet afirmando que ele “decidiu não impôr a pena máxima”, ainda que fosse “a pena adequada para o crime… A sentença no caso para todos os réus será a de prisão perpétua”. Obviamente tal leniência não fez muito bem à África do Sul, e não se ouve nada além de como Mandela foi injustiçado porque ele foi preso por planejar violência. Todos os réus riam e Mandela fez uma saudação de punho fechado a seus apoiadores. Em 1985, já tendo solto Denis Goldberg, o Primeiro-Ministro Botha ofereceu a Mandela sua soltura se ele renunciasse à violência. Ele recusou. No mesmo ano o governo entrou em negociações secretas com Mandela para se safar de sua própria existência. Em 1990, com negociações em andamento, Mandela vivia em um bangalô na prisão Victor Verster, e foi solto aquele ano e eleito presidente em 1994.

O mito de Mandela cresceu com o tempo, como ocorre com muitos mitos sobre figuras aclamadas como Deuses. Mandela, o mentiroso, não é tão bem conhecido. Ele sempre negou ter sido membro do Partido Comunista. E enquanto esse escritor não dá a mínima sobre se ele era ou não, é parte do mito que Mandela não era um comunista, mas tão somente um democrata sincero que acreditava em justiça para todos. Sua negação também significa que ele era um mentiroso, e se ele mentiu sobre isso, deveriam seus protestos sobre o que seja, incluindo aqueles durante o julgamento rivoniano, onde ele insistiu que não era membro do Partido, ser confiadas? Os réus no julgamento de Rivonia foram bastante reservados em relação a sua associação com o Partido Comunista. Foi apenas em 2012 que as minutas de um encontro de 1982 do Partido Comunista foram encontradas nos arquivos privados de um funcionário depositadas na Universidade da Cidade do Cabo. Esses papéis discutiam a participação de Mandela. A participação havia sido mantida secreta de modo a não prejudicar as relações do CNA com o Ocidente.

O Umkhonto we Sizwe foi estabelecido em 1961 após os líderes do CNA terem ido à China e à URSS e obtido apoio para uma guerra de guerrilha. Os primeiros ataques foram lançados em 16 de dezembro de 1961. “Sua campanha de ‘sabotagem’ e explosões ao longo das três décadas subsequentes tomaram as vidas de dúzias de civis, e levaram a organização a ser classificada como grupo terrorista pelos EUA”. O professor Stephen Ellis, um ex-pesquisador da Anistia Internacional, que está agora na Universidade de Amsterdã, tendo descoberto os arquivos revelando a posição sênior de Mandela no partido, escreveu um livro ano passado em que ele também descreve “como a ala militar do CNA tomou lições com a IRA, e treinamento de inteligência com a Stasi alemã, que ela usou para realizar interrogações de suspeitos de ‘espionagem’ em campos prisionais secretos”. Ellis escreve que: “Eu penso que a maioria das pessoas que apoiava o movimento anti-apartheid simplesmente não queria saber muito sobre suas origens. O apartheid era visto como uma questão moral e ponto final. Mas se provas reais tivessem sido produzidas à época, alguns poderiam ter pensado de forma diferente”.

A “campanha de sabotagem e explosões do CNA ao longo das três décadas tomaram as vidas de dúzias de civis, e levaram a organização a ser classificada como grupo terrorista pelos EUA”, afirma a notícia do The Telegraph sobre o livro de Ellis. Porém, como deve ser sabido atualmente pelos observadores da história e da política que são mais astutos do que o leitor médio de jornais, tal designação pelo Departamento de Estado americano significa pouco ou nada, e tal organização podia não obstante receber apoio dos EUA. Certamente, interesses corporativos capitalistas tanto na África do Sul como fora estavam ávidos para ver a eliminação do apartheid em favor de uma mão-de-obra integrada, e um legado adicional de Mandela foi o de inaugurar a globalização e a privatização da economia sulafricana de uma maneira reminiscente a Kosovo, onde a ELK também havia sido listada pelos EUA como “organização terrorista”.

A Angola era também a base para “Quatro”, um notório centro de detenção do CNA, onde dúzias dos próprios apoiadores do movimento foram torturados e muitas vezes assassinados como suspeitos de espionagem pelos agentes de seu próprio serviço de segurança interna, alguns dos quais mal chegavam a adolescentes. Instrutores da Alemanha Oriental ensinaram aos agentes de segurança interna que qualquer um que desafiasse o dogma oficial do CNA deveria ser visto como um espião ou traidor em potencial.

Se alguém se assombra ou fica perplexo com o fato de que o CNA pudesse fazer tais coisas, é apenas porque gerações foram educadas na fantasia de que anjos reais às vezes tem faces escurecidas – a mais escura de todas sendo a de Nelson Mandela – e que a cor do Diabo é branca.

A Fundação Nelson Mandela entrou em modo de negação quando confrontada com as evidências:

“Na noite de sexta-feira, um portavoz para a Fundação Nelson Mandela disse: ‘Nós não acreditamos que haja prova de que Madiba (nome de clã de Mandela) fosse um membro do Partido. A evidência que foi identificada é comparativamente fraca em relação a evidência contrária, não apenas pela negação consistente de Madiba ao longo de mais de 50 anos. É concebível que o Madiba pudesse dar-se o gosto de casuística legalista, mas não que ele fosse fazer uma afirmação inteiramente falsa”.

Se Mandela foi comunista ou não é um ponto majoritariamente irrelevante, porém, em comparação ao legado de Mandela de ajudar a levar ruína aos afrikaners, que passaram a maior parte de seus quatro séculos de existência lutando contra perseguição, enquanto a África do Sul foi empurrada no caminho da globalização.

Source: http://legio-victrix.blogspot.com/2013/12/nelson-mandela-outro-falso-deus.html

 

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