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Black Metal:
Revolução Conservadora na Cultura Popular Moderna

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English original here

Do ponto-de-vista do nacionalismo racial, o gênero musical conhecido como Black Metal é um dos fenômenos culturais populares mais significativos das últimas duas décadas. Porém, ele pouco tem sido discutido por acadêmicos e comentaristas politicamente simpáticos. Isso é surpreendente, já que o Black Metal flui em contrariedade às tendências pós-Segunda Guerra de marginalização, condenação, e psicopatologização progressivas da consciência racial entre brancos. Isso é ainda mais surpreendente quando considera-se que o Black Metal é inspirado por e sustenta as mesmas tradições culturais e literárias que informam o nacionalismo racial moderno. Ademais, o Black Metal, por meio de sua estética altamente estilizada, e francamente europeia, oferece uma arma eficiente operando no importantíssimo nível pré-racional com o qual combater o ataque à identidade branca.

Eu já escrevi antes sobre a necessidade de criar um universo paralelo fora da cultura dominante contemporânea, e isso envolve não apenas escolher nossos próprios tópicos de estudo, mas antecipar sua definição por apropriação pelos estudiosos conformistas do próprio establishment. Eu escrevo, portanto, esperando introduzir o Black Metal como tópico de análise acadêmica dentro da tradição anti-igualitária.

O Black Metal não tem sido completamente ignorado pelos acadêmicos do sistema. Ele é discutivo, por exemplo, em Extreme Metal: Music and Culture on the Edge por Keith Kahn-Harris, fundador do Novo Centro de Pensamento Judaico; em The Meaning and Purpose of Leisure: Habermas and Leisure at the End of Modernity, por Karl Spracklen; em Commodified Evil’s Wayward Children: Black Metal and Death Metal as Purveyors of an Alternative Form of Modern Escapism por Jason Foster; e em Black Sun: Aryan Cults, Esoteric Nazism, and the Politics of Identity por Nicholas Goodrick-Clarke. Ele também tem sido discutido por alguns poucos escritores populares, incluindo Michael Moynihan e Didrik Soderlind, cujo Lords of Chaos: The Bloody Rise of the Satanic Metal Underground está disponível em livrarias populares.

Enquanto Moynihan e Soderlind baseiam-se em arquétipos junguianos para o que é, por outro lado, uma análise sensacionalista e jornalística do Black Metal, os outros textos baseiam-se em esquemas analíticos derivados da tradição acadêmica freudo-marxista, que inclui teóricos marxistas como Louis Pierre Althusser, pós-modernistas como Jacques Derrida e Michel Foucalt, teóricos críticos como Max Horkheimer e Theodor Adorno, e daí em diante. Não é difícil ver que interpretações da cultura vindas desses setores, ainda que contenham muitas compreensões astutas, são necessariamente limitadas e distorcidas pela inquestionável crença desses teóricos na igualdade como um bem em si, por sua rejeição de perspectivas evolucionistas como nefastas e ideológicas, e por suas atitudes alienadas – quando não meramente alienígenas – em relação à cultura ocidental tradicional.

As limitações e distorções construídas nesse corpo teórico são exarcebadas por seu status na academica ocidental como a ortodoxia institucional, um universo teórico fechado em que perspectivas alternativas – ou seja, não-igualitárias, evolucionistas – são rejeitadas de antemão como desacreditadas, ultrapassadas, preconceituosas, ou carentes de rigor acadêmico. Quando o tema de estudo é um fenômeno cultural que explicitamente rejeita os princípios fundamentais sobre os quais esse corpo teórico é construído, há sempre o perigo de a análise degenerar em uma incompreensão moralista.

Dissidência como um Estilo

O que é Black Metal? O Black Metal é um fruto radical do Heavy Metal. Durante a década de 80 bandas tocando formas comercializadas de Heavy Metal penetraram na cultura dominante, conseguindo posições confortáveis nas tabelas musicais e vendendo milhões de álbuns. Isso incitou elementos “fundamentalistas” dentro da cena Heavy Metal a reclamar o estilo como uma praxis underground desenvolvendo variantes extremas da sonoridade Heavy Metal, percebidas como estando mais conectadas com os valores originais anti-comerciais e contraculturais do gênero. O Black Metal foi uma dessas variantes. É considerado “Black” Metal porque ele originalmente definiu-se em termos de temas e estéticas satânicas e ocultistas.

O Black Metal não soa como o Heavy Metal. Ambas formas musicais apoiam-se nos mesmos componentes sonoros básicos (guitarra, baixo, bateria, e vocais); ambos são caracterizados por intensidade sonora, performances vocais extremas, e pelo uso de guiterras distorcidas e bastante amplificadas. Músicos do Heavy Metal, porém, tendem a favorecer estruturas musicais previsíveis (verso, refrão, verso, refrão, solo, verso, refrão), bem como vocais cantados/gritados melódicos. Ademais, guitarristas no Heavy Metal, apesar de muitas vezes incorporarem influências da música clássica em seu estilo, tocam de modo que ainda evidencia as raízes do Heavy Metal no Rhythm and Blues. As letras no Heavy Metal tendem a lidar com questões relativamente superficiais associadas com a juventude: amor, amadurecimento, sexo, rebelião, diversão, beber, etc.

O Black Metal, por outro lado, é muito mais sombria e extremo, favorecendo uma guitarra com uma sonoridade muito mais crua, barulhenta, e áspera; estruturas musicais imprevisíveis; melodias de influência clássica que sugerem lugubridade, misticismo, pesar, e ódio misantrópico; e urros inumanos, demoníacos como vocais, ininteligíveis e extremamente reverberados. Ademais, as letras do Black Metal tendem a ser sérias e arcanas, lidando com ocultismo, mitologia pré-cristã, orgulho pagão, guerra, misantropia, genocídio, e ódio ao cristianismo.

O Black Metal também difere significativamente do Heavy Metal esteticamente. O Black Metal favorece o negro acima de qualquer cor. Logos de bandas de Black Metal tendem a ser tortuosos e elaborados, sempre ilegíveis, e cercados com símbolos ocultistas e/ou pagãos, como runas, suásticas, cruzes invertidas, pentagramas, e mjölnirs. Letras góticas tortuosas são quase sempre onipresentes. Os músicos usam nomes de palco esotéricos ou mitológicos e distorcem suas faces com pintura facial cadavérica em preto e branco. Eles aparecem em seus álbuns em ambientes noturnos, florestais, medievais ou invernais, trajados em couro negro e envoltos em cartucheiras. Não é incomum que as bandas mais extremas e misantrópicas pratiquem auto-mutilação (usualmente com facas de caça, nos braços e torso) e se fotografem cobertos de sangue depois de realizar tais atos. O objetivo é sempre criar imagens capazes de inspirar medo e horror entre observadores da cultura dominante – ainda que isso seja meramente “pregar para o coral”, claro, um esforço de se distinguirem o mais radicalmente possível da desprezada cultura dominante, pois de qualqeur outro modo o Black Metal é quase invisível fora de seu milieu subcultural.

Origens do Black Metal

As primeiras bandas de Black Metal foram Bathory, da Suécia, e Venom, da Inglaterra. O Venom tem o crédito de inventar o termo “Black Metal”, que primeiro apareceu como título de seu álbum de 1981. O Bathory, porém, provou ser muito mais influente. Ainda que as primeiras obras do Bathory estejam dominadas por temas e estética satânicas, essas foram gradualmente substituídas pela infusão de elementos da música clássica (particularmente do período romântico) e por uma crescente fascinação com a mitologia e história escandinavas pré-cristãs. Albuns como Blood Fire Death (1989), Hammerheart (1991), e Twilight of the Gods (1992) eventualmente inspiraram o desenvolvimento de todo um novo gênero, agora conhecido como Viking Metal.

Similarmente influente foi o trio suíço, Hellhammer, e sua subsequente incarnação, Celtic Frost. O Hellhammer foi um protótipo de derivados do Heavy Metal dos anos 80 como o Thrash Metal, Death Metal, e Black Metal, mas não pode ser categorizado como qualquer um deles. Através de suas letras esotéricas e bastante poéticas e composições musicais cada vez mais elaboradas (chegando ao ápice em 1987 com Into the Pandemonium), o Hellhammer/Celtic Frost foi pioneiro em transformar o Heavy Metal em uma forma de arte popular sofisticada.

Em uma época em que o Heavy Metal parecia basicamente procupado com excessos mundanos e hedonistas (cerveja, mulheres, festas), os álbuns do Celtic Frost lidavam com deuses e civilizações antigas, e os do Bathory com Asatru, vikings, e Segunda Guerra Mundial. A banda de Thrash Metal britânica, Skyclad, também foi significativa, instigando o desenvolvimento do Folk Metal, um gênero que incorpora música folclórica tradicional em uma moldura Black Metal, e cujos músicos possuem ligações com as cenas de Black Metal e Viking Metal.

O Black Metal moderno há muito deixou de ser caracterizado puramente pelo satanismo. De fato, desde o final da década de 80, alguns músicos do Black Metal recusaram-se conscientemente a serem definidos por uma tradição monoteísta estrangeira (ou seja, não-europeia). Não há Satã, porém, sem Cristianismo. Definindo-se contrário ao Cristianismo, o Satanismo meramente inverte valores cristãos ao invés de rejeitá-los desde o início e abraçar uma visão-de-mundo autenticamente europeia.

Muitos músicos do Black Metal, como resultado, reconheceram então a superficialidade e futilidade de continuar a “guerra contra o (Judaico-)Cristianismo” que era central à cena Black Metal durante o início da década de 90. Ademais, e ao menos parcialmente como consequência, o Black Metal desde muito fragumentou-se em uma variedade de subgêneros veementemente pagãos, tais como os já mencionados Viking Metal e Folk Metal, e – o mais radical de todos – o National Socialist Black Metal (NSBM).

Pensamento Völkisch e a Revolução Conservadora

Alguns dos aspectos mais fascinantes do Black Metal são seus paralelos com as idéias e sensibilidades da Revolução Conservadora e do movimento völkisch (populista) mais amplo que varreu a Alemanha no século XIX e início do XX. Essas similaridades são tão notáveis que o Black Metal pode muito bem ser considerado, senão a continuação, então ao menos como o ressurgimento da Revolução Conservadora no plano da cultura popular moderna.

O Black Metal é, ademais, parte de uma crescente subcultura de resistência ao sistema anti-branco. Essa subcultura consiste em uma constelação de gêneros e subgêneros musicais, práticas religiosas, pensadores e escolas filosóficas e políticas, sítios virtuais, livrarias, publicações, e atividades culturais, como reencenações de batalhas, interligadas. Essa subcultura sustenta-se dando a seus membros uma identidade positiva que não é dependente do sistema de recompensa de status mantida pela distribuição política e sociocultural atual. Ademais, se, como Jacques Attali propôs, a música do presente é o barulho do futuro, então, de modo codificado, o Black Metal poderia muito bem ser mais sintomático das coisas por vir do que das coisas como elas são.

A Revolução Conservadora foi inteiramente diferente do conservadorismo americano moderno, que é meramente uma forma de liberalismo clássico aliado com opiniões socialmente conservadoras. Conservadores americanos acreditam em progresso, democracia, igualdade perante a lei, e livre mercado; sua ideologia deriva do Iluminismo como formuldo por John Locke e Adam Smith. Eles estão fortemente associados com o libertarianismo. Eles consideram o homem um indivíduo racional, soberano, e eles tendem a ter uma concepção linear e progressivista da história. Os Conservadores Revolucionários alemães, como outros movimentos völkisch, estavam reagindo contra o racionalismo do Iluminismo, e, em termos americanos, tem muito em comum com os agrarianistas sulistas. Seus inimigos comuns eram a modernidade, o urbanismo, e o industrialismo.

O pensamento völkisch é caracterizado por um foco romântico no “orgânico”; folclore germânico, história local, sangue e solo, e misticismo natural. O termo deriva da palavra alemã Volk, que corresponde a “povo”, mas com as conotações adicionais de folclore, raça, e nação. Entre os românticos alemães, “Volk” “significava a união de um grupo de pessoas com uma essência transcenental”, a fusão do homem com a natureza (particularmente sua paisagem nativa, seguindo Wilhelm Riehl), com o mito, ou com o cosmo, onde o homem encontra “a fonte de sua criatividade, sua profundidade de sentimento, sua individualidade, e sua unidade com outros membros do Volk“. Um conceito relacionado é “Volkstum”, um termo que combina as noções de folclore e etnicidade.

O pensamento völkisch emergiu do nacionalismo romântico do início do século XIX, particularmente aquele de Johann Gottlieb Fichte, que, junto com Ernst Moritz Arndt e Friedrich Ludwig Jahn, “começou a conceber o Volk em termos heróicos durante as guerras de liberação contra Napoleão”. O pensamento völkisch emergiu em uma épica quando a Alemanha existia como uma coleção de principados semi-feudais. Como a unidade política eludiu-os por mais de meio século, os pensadores völkisch foram forçados a enfatizar as dimensões culturas e espirituais, ao invés de políticas dessa unidade. Então eles vieram a idealizar, até mesmo mistificar, o conceito de nacionalidade. Esse processo alcançou tamanho ímpeto que quando a unificação política finalmente chegou em 1871, a natureza prosaica da Realpolitik de Bismarck levou a uma enorme sensação de desapontamento.

O pensamento völkisch também coincidiu com a Revolução Industrial e a crescente destruição da paisagem natural alemã, o deslocamento de populações, a obsolescência de artes e ferramentas tradicionais, a alienação social, as efervescências políticas (e.g., as revoluções de 1848), e crises econômicas. Essas levaram eventualmente ao desencantamento e finalmente a uma rejeição total da sociedade industrial e da modernidade, que veio a ser vista como materialista, desalmada, desenraizada, abstrata, mecânica, alienante, cosmopolita, e irreconciliável com a auto-identificação nacional. O pensamento völkisch era uma busca pelo enraizamento, pela “correspondência interna entre o indivíduo, o solo nativo, o Volk, e o universo”. Daí os chamados para uma “‘revolução germânica’ para liquidar os novos desenvolvimentos perigosos e guiar a nação de volta a seu propósito original”. Não surpreendentemente, ideólogos völkisch viam a “política tradicional como exemplificando o pior aspecto do mundo no qual viviam”, e “rejeitavam os partidos políticos como artificiais”, favorecendo ao invés um “elitismo que derivava de suas concepções semi-místicas da natureza e do homem”.

A rejeição völkisch da modernidade era às vezes combinada com doutrinas ocultistas e esotéricas racialistas exempliicadas pelo runologista Guido von List, autor de The Secret of the Runes. A leitura racialista de List sobre a Teosofia de Helena Blavatsky provou ser influente nos círculos ocultistas. A Sociedade Guido von List (Guido-von-List-Gesellschaft), que ele fundou, incluía entre seus membros o sexo-racialsita Jörg Lanz von Liebenfels, autor de Theozoologie, fundador da ordem esotérica, Ordo Novi Templi (Ordem dos Novos Templários), e fundador e editor da revista Ostara. Lanz glorificava a raça ariana como Gottmenschen e advogava a esterilização dos inaptos e das raças inferiores. A “teozoologia” de Lanz eventualmente evoluiu em “ariosofia” – o estudo da sabedoria oculta referente aos arianos. Outros discípulos de List tornaram-se envolvidos no Reichshammerbund e na Germanenorden, organizada por Theodor Fritsch, um proeminente ativista no movimento antissemita alemão.

Quando a Germanenorden partiu-se em duas facções cismáticas (a Germanenorden e a Germanenorden Walvater do Santo Graal), Hermann Pohl, o primeiro líder da Ordem, uniu-se a Rudolf von Sebottendorff, um maçom que também era um admirador de List e de Liebenfels. Sebottendorff eventualmente contactou Walter Neuhaus, líder da Germanenorden e cabeça da Sociedade Thule, um grupo de estudos germânicos. Sebottendorff adotou o nome desse grupo de estudos como nome de cobertura para a loja de Munique da Germanenorden Walvater, que era comandada conjuntamente por ambos. Com o tempo a Sociedade Thule veio a organizar o Deutsche Arbeiterpartei (DAP), que foi renomeado Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (NSDAP) em 1920, meses após Adolf Hitler, um dos leitores da revista de Liebenfels Ostara, unir-se ao partido.

Esse ramo ocultista do pensamento völkisch, que durante os anos pós-Segunda Guerra produziu escritores como Savitri Devi e Miguel Serrano, adotou elementos da mitologia oriental: uma visão cíclica da história (espelhada na metahistória de Oswald Spengler) baseada no modelo hindu das quatro eras degenerativas sucessivas, ou Yogas; enquanto a suástica, onipresente na Índia e no Extremo Oriente, foi adotada por numerosas organizações antes do NSDAP, da Sociedade Teosófica de Blavatsky ao Ordo Novi Templi de Lanz (a primeira a usar a suástica em um contexto ariano), da Germanenorden de Fritsch à Sociedade Thule de Sebottendorf.

Apesar de ignorada por alguns pensadores völkisch, a questão judaica adquiriu importância crescente durante esse período. Como um povo do deserto, os judeus vieram a ser “vistos como superficiais, áridos, ‘secos’…desprovidos de profundidade e totalmente carentes de criatividade”. Isso contrastava com os alemães, “que, vivendo nas escuras e enevoadas florestas, eram profundos e misteriosos”. Ademais, porque os judeus prosperava no contexto liberal, secular, comercial, e urbano, eles vieram a ser vistos como a incarnação da modernidade, e daí um estranho corrupto e conspirador, um agente insidioso da dissolução. De fato, os judeus haviam tornado-se fortemente ligados aos liberais no caminho da emancipação e, em particular, a Revolução de 1848.

or causa de suas ligações com o judaísmo, o Cristianismo também caiu sob escrutínio: “em comum com a maioria dos pensadores völkisch, Paul de Lagarde culpava São Paulo por ter envolvido o Cristianismo puro na estéril lei judaica” e adovagava uma religião germânica através da qual um “realinhamento das forças espirituais poderia realizar uma verdadeira unidade do Volk“. O ataque de Nitzsche ao Cristianismo como um agente debilitador foi influenciado pelo antijudaico, porém ainda assim cristão, Lagarde. Por volta da época em que Savitri Devi escreveu Defiance e Gold in the Furnace, pouco após a Segunda Guerra Mundial, porém, a hostilidade radical ao Cristianismo estava fortemente ligada a sentimentos anti-judaicos radicais.

Após a Primeira Guerra Mundial, a ideologia völkisch, “adquiriu uma base política de massa”, propelida pela angústia da derrota militar alemã em um contexto em que idéias völkisch há muito haviam sido disseminadas dentro das instituições alemães. A Revolução Conservadora emergiu nessa época como um movimento predominantemente völkisch: ela pensava organicamente ao invés de mecanicamente, enfatizava qualidade em oposição a quantidade, valorizava a comunidade popular (Volksgemeinschaft) em oposição à luta de classes, acreditavam no Führerprinzip em oposição à oclocracia e ao parlamentarismo, glorificava a guerra em oposição ao economicismo anti-heróico, e rejeitava o liberalismo progressivo, o igualitarismo, e a cultura comercial banal da civilização industrial urbana.

Os Conservadores Revolucionários eram revolucionários porque eles perceberam que a cultura estava ameaçada não apenas pelo liberalismo e pelo comunismo, mas por toda a ordem política, que tinha que ser substituída – usando meios revolucionários caso necessário – por uma nova ordem baseada em princípios conservadores. Apesar de que o termo existia antes do fim da Primeira Guerra Mundial, ele entrou em uso geral apenas após ter sido popularizado por Hugo von Hoffmannstahl e Edgar Julius Jung durante a República de Weimar. Oswald Spengler, Ernst Jünger, e Carl Schmitt, junto com Arthur Moeller van den Bruck (que criou o termo “Terceiro Reich”) foram representantes desse movimento. Idéias völkisch possuíam considerável proeminência social e legitimidade institucional mesmo muito antes de os nacional-socialistas chegarem ao poder. Elas foram, porém, marginalizadas e suprimidas pelo regime aliado de ocupação após a derrota militar alemã em 1945.

Black Metal e o Retorno do Pensamento Völkisch

Como as idéias völkisch ressurgiram na cultura popular? Já por volta dos anos 60 o Cristianismo havia entrado em uma fase de decadência no Ocidente, após um longo período de crescente ceticismo bem como hostilidade de ideologias políticas tanto da Direita como da Esquerda. Como tem sido o padrão no Ocidente desde o quarto século, o decínio da religião dominante coincidiu com um interesse renovado em espiritualidades alternativas, religiões exóticas, e em ocultismo.

Muito desse interesse encontrou expressão na cultura popular moderna, especialmente na música popular moderna. Talvez o exemplo mais notável dessa confluência seja a música dos pioneiros do Heavy Metal, Led Zeppelin, cujas letras misturam Aleister Crowley, J.R.R. Tolkien, e folclore pagão nórdico e anglo-saxão. Artistas como Black Sabbath, Black Widow, e Coven também incorporaram temas ocultistas e seguiram influenciando ondas subsequentes de artistas mais explicitamente satânicos, como King Diamond e Mercyful Fate.

Influenciados pelo Black Sabbath, pelo Motörhead, e pelo punk rock, o Bathory emergiu nesse milieu. Nós já vimos como os temas satânicos dos primeiros albuns do Bathory foram substituídos por temas nórdicos e pagãos. Thomas Forsberg do Bathory articulou a opinião de que o Cristianismo era uma religião estrangeira, uma forma de conquista espiritual judaica que buscava esmagar e erradicar o paganismo europeu indígena. Durante a década de 90, essa opinião tornou-se extremamente influente na subcultura Black Metal, especialmente na Escandinávia.

Perspectivas anti-cristãs dentro da cena Black Metal usualmente encaixam-se em duas categorias: nietzscheanas (muitas vezes mediada pelo “satanismo” de Anton LaVey) e neo-pagãs. Os nietzscheanos denigrem o Cristianismo como uma religião igualitária da fraqueza, humildade, penitência, confissão, e auto-negação. Os neo-pagãos geralmente concorda com os nietzscheanos, mas enfatizam o caráter estrangeiro e a influência dissolvente do Cristianismo comparado com a herança europeia pagã mais autêntica. Essa perspectiva é explicitamente völkisch, evocando a unidade de sangue e solo, de raça e nação, e de espiritualidade e Volk. A cena Black Metal também tende a ser antissemita pelas mesmas razões völkisch que eles são anti-cristãos. Alguns músicos eram tão militantemente anti-cristãos que durante o início da década de 90, embarcaram em uma campanha de incêndio de igrejas.

No mundo do Black Metal, a espiritualidade genuína e a profundidade de expressão artística remetem ao mergulho corajoso na escuridão da alma humana. Daí as canções sombrias repletas de ódio, medo, melancolia, miséria, e depressão. Black Metal – “true” Black Metal – busca colocar a maior distância possível entre si e a sociedade de massa do capitalismo, que ele percebe como sem sentido, banal, materialista, acéfala, conformista, não criativa, e hipócrita.

A subcultura Black Metal glorifica a guerra e o espírito marcial. Cenas de batalha são comuns em capas de álbum de Black Metal, e músicos normalmente fotografam a si mesmos portando machados ou espadas e usando cartucheiras, pulseiras com espetos, e, ocasionalmente, cotas de malha. Similarmente, as letras celebram guerra e conflito, geralmente heróicos, sempre sangrentos. Esse militarismo normalmente está envolto em misticismo. Títulos típicos incluem “Sunwheel on the Helmet of Steel”, no álbum Alone Against All do Capricornus, “Nine Steps to Eternity”no álbum Fidelity Shall Triumph do Thor’s Hammer, e “Fire and Snow” no álbum Will Stronger than Death do Graveland.

Artistas do Black Metal também enfatizam a natureza e as paisagens naturais, mas uma sensibilidade mórbida e mística é evidente mesmo aqui. Seja por inspiração do pensamento völkisch, ou do mero ocultismo satânico, a natureza é sempre concebida em termos espirituais, místicos, e românticos. A estética do Black Metal dita que a noite e o inverno são eternos. Florestas coníferas são preferíveis aos campos trabalhados e aos pomares cuidados. Onde a glorificação da guerra funde-se com o misticismo natural, a ênfase reside nesta. Bandas de Viking Metal e Folk Metal, em contraste, adotam uma abordagem mais obviamente völkisch e geralmente enfatizam o idílico em oposição ao Sturm und Drang contra-iluminista.

A sensibilidade Black Metla não rejeita a cultura em favor da natureza, mas ao invés valoriza cultura e natureza, ambas concebidas organicamente, acima da civilização, que é concebida em termos mecanicistas e materialistas. No universo do Black Metal, cidades nunca foram construídas, a Revolução Industrial nunca ocorreu, e a modernidade nunca chegou. Apesar de toda sua beligerância, o Black Metal é inerentemente nostálgico, uma negação compreensiva da modernidade.

Essa negação é aparente mesmo na sonoridade do Black Metal, que obviamente seria impossível sem a sociedade tecno-industrial que o Black Metal rejeita. Assim a fonte tecnológica do Black Metal – que o conecta à modernidade – é oculta na mesma medida em que ela é exaltada na música techno: bandas de Black Metal “cru” preferem uma sonoridade extremamente pouco produzida, “necro”, que deliberadamente evita a mídia de alta-fidelidade ou busca emular mídias de baixa-fidelidade – em contraste a outros gêneros que preferem uma sonoridade primitiva, o efeito desejado não é “crédito de rua” (como no punk rock) mas um senso de obscuridade quase oculta; bandas mais sofisticadas a nível instrumental usam camadas de sintetizadores para gerar uma atmosfera mística volatilizada que obscurece o ato da performance, enquanto bandas com uma orientação veementemente pagã (como o Nokturnal Mortum), acrescentam instrumentos folclóricos tradicionais a sua mistura para evocar uma sensação terrena de Volkstum.

O efeito desejado é sempre de que o ouvinte perca-se no som, que entre em um quase-transe, erguido acima do tédio da mundaneidade; o músico do Black Metal aspira à hipnose e, no caso do Black Metal especificamente pagão, ele busca criar a união espiritual – com a terra, com o inconsciente coletivo, com a alma pagã perdida, com o espirito heróico perdido do passado distante – que era buscada pelos autores völkisch há cem anos.

A rejeição da modernidade está associada com a rejeição do progressivismo. Como os pensadores völkisch, black metallers, sejam pagãos, satanistas, ou meramente suicidas, são pessimistas culturais. Seu pessimismo está geralmente aliado com a adoção explícita da visão indo-européia cíclica tradicional da história, na qual a história começa com uma Era de Ouro e então decai por eras de Prata e Bronze até a atual Era do Ferro ou Era das Trevas (Kali Yuga), que está fadada a perecer por suas próprias corrupções ou através de uma batalha final cataclísmica, por meio da qual uma nova Era de Ouro nascerá.

Referências a pessimistas culturais como Nietzsche e Spengler e a autores mais misticamente inclinados como Julius Evola, Savitri Devi, Miguel Serrano, e H.P. Lovecraft, são comuns no Black Metal. Daí títulos como “Decline of the West (Europe Will Rise” no álbum Aryan Rebirth do Pantheon, “Eve of the Kali Yuga” no álbum Knigths of the Eternal Sun do Arkthos, “The Gathering of the Elite to Destroy both the Modern World and Demiurge” no álbum Aryan Cult of A-Mor do Beyond the North Winds, “Desecration of Our Fatherland” no álbum Awakening of the Ancient Past do Darkthule, “Melancholy of the Inaccomplished Vengeance” no álbum Death of the White Race do Sons of North, “Among the Ruins” no álbum Beyond the North Winds do SIG:AR:TYR, “Sons of the Fatherland” no álbum The Last European Wolves do Hordak, “A Golden Age Turns to Rust” no álbum The Fallen Years do Drowning the Light, e “Exiles of the Golden Age”, no álbum Weltenfeind, split com Absurd, Grand Belial’s Key, e Sigrblot.

Referências explícitas ao pensamento völkisch são raras, mas elas ocasionalmente aparece: há uma banda finlandesa chamada Armanenschaft; o EP Blood and Fire da banda Hate Forest contem a canção “Aryosophia”; a banda Vril lançou uma fita demo chamada “Once and Again Thule”; a faixa “Vrilmacht” da banda Werewolf aparece em seu EP Fidelity of Ideology; há o EP Blood and Soil do Apriaxia; e o álbum Wer is der Starke von Oben do Adalruna mostra uma fotografia de Guido von List em pé no Heltentor com membros da Guido-von-List-Gesellschaft em 1911.

Referências a esoterismo e misticismo especificamente nacional-socialistas também não são infrequentes: há os EPs Ahnenerbe e Hyperborea do Bilskirnir, e a música “Reconquering the Atlantean Supremacy” no álbum Wotansvolk, o EP Centurions of Thule do Hakenkreuzug, a música “Jewel of Atlanteans” no álbum Memory and Destiny do Graveland, e a música “Hyperborean Ascention” no álbum Detritus da banda Contra Ignem Fatuus, entre outras.

A emergência de Black Metal explicitamente nacional-socialista não deveria surpreender, pois a corrente völkisch original foi a incubadora das tendências da Revolução Conservadora, incluindo o Nacional-Socialismo, e por volta de meados dos anos 90 o Black Metal havia recriado a mesma lógica cultural que levou ao Nacional-Socialismo 80 anos antes. Mas a prontidão com a qual o Black Metal veio a abraçar uma perspectiva e sensibilidade tão amplamente estigmatizada após a vitória aliada em 1945 precisa ser explicada.

A resposta está na natureza da gênese do Heavy Metal após o colapso da subcultura musical popular da década de 60. Deena Weinstein identifica duas correntes dentro dessa gênese, uma idealista, e uma conservadora, que fundiram-se na incepção do Heavy Metal.

O Heavy Metal emergiu em uma épca em que sua núcleo demográfico original – homens brancos do proletariado – estavam passando por um crescente deslocamento social, cultural, econômico, político, e demográfico, graças a maré crescente de feminismo radical; ativismo negro beligerante; legislação discriminatória na educação e no emprego favorecendo minorias; imigração não-branca do terceiro mundo; e uma séria crise econômica que colocou os brancos mais marginalizados contra a parede. Esses desenvolvimentos ajudaram na formação de uma comunidade implicitamente branca que era fortemente etnocêntrica, e que, em um mundo no qual sua raça era cada vez mais marginalizada, veio a ser um distintivo de honra de sua marginalidade negativa: os fãs do Heavy Metal são aquilo que Weinstein chama “párias orgulhosos”.

A cultura Heavy Metal foi definida por suas raízes proletárias, e a cultura proletária é por natureza conservadora, com papéis masculinos e femininos bem definidos, uma prontidão para expressar emoções fortes, e uma desconfiança do governo e das corporações. É uma cultura que está decididamente em descompasso com o liberalismo dominante. Não surpreendentemente, então, o Heavy Metal tendeu a resistir a mudanças radicais em sua forma, celebrava a masculinidade heróica, e estava fundado em um ethos de integridade e autenticidade que deplorava sua própria comercialização. De fato, “para fãs, talvez a pior coisa que pode ser dita sobre uma banda de heavy metal é que ela ‘virou comercial'”. Não obstante, o Heavy Metal ganhou muitos fãs da classe média baixa, e derivados subsequentes seguiram esse padrão. A classe média baixa é o mesmo corpo demográfico que Mosse identificou como formulando as críticas völkisch da modernidade um século atrás, e de fato as características centrais da cultura Heavy Metal são altamente compatíveis com aquelas críticas.

Mesmo em suas formas mais cruas, o Black Metal tende a apelar a uma sensibilidade mais elitista e culturalmente sofisticada do que seu gênero paterno, mas ele não mudou radicamente a perspectiva anti-moderna, anti-liberal, anti-comercial, e anti-cosmopolita que herdou do Heavy Metal. Ele apenas o tornou mais sério: aprofundou-o ideologicamente, elaborou-o artisticamente, e radicaluzou-o metapoliticamente. Desde o início os black metallers foram párias orgulhosos no mundo moderno, e, como tais, foram receptivos a ideológias anti-sistema que fossem compatíveis com a própria constituição do Black Metal.

Em suma, uma boa porção das características intelectuais e estéticas do Black Metal são völkisch. Crowley, Satanismo, e Tolkien também fervem no caldeirão do Black Metal, com certeza, mas esses também foram apropriados na medida em que sejam consistentes com a visão-de-mundo völkisch. Portanto, pode-se plausivelmente caracterizar o Black Metal como um renascimento da Revolução Conservadora, profundamente transformando no contexto de uma subcultura musical moderna, mas reconhecível não obstante.

Lições

Minha caracterização do Black Metal inevitavelmente levará elementos radicais dentro do movimento nacionalista branco a perguntar: “Como usamos o Black Metal para começar a revolução?”. Aqueles que fazem essa pergunta provavelmente estarão pensando em como o rock na década de 60 ajudou a disseminar e popularizar entre os jovens as idéias “progressivas”, liberais, e anti-ocidentais que estavam rastejando nas catacumbas da academia desde a década de 30, ou mesmo antes.

Eu não estou convicto de que o Black Metal tenha qualquer aplicação nesse sentido político. A música da década de 60 possuía um apelo amplo, enquanto o Black Metal busca e festeja sua própria marginalidade e obscuridade. Participação estudantil na política radical durante a década de 60 é espelhada apenas pela esquerda moderna, e possuía, como hoje, um apoio midiático e institucional extremamente amplo. Fãs de Black Metal, por outro lado, detestam a política ainda mais que os Conservadores Revolucionários: a sua estratégia é uma de negação e fuga da mundaneidade.

A Anti-Geldof Compilation que eu patrocinei e lancei através da minha gravadora permanece até agora o único exemplo de participação em questões atuais e política quotidiana na cena Black Metal – e mesmo nesse caso foi baasicamente uma resposta emocional da parte dos artistas participantes contra a santa hipocrisia dos rock stars indulgentes. Isso é significativo quando se considera que a Encyclopedia Metallum lista atualmente mais de 17.000 bandas de Black Metal. Mas, novamente, a maioria dos artistas participantes eram associados com a cena NSBM, e, como sabemos, um aspecto que distinguia dos nacional-socialsitas dos conservadores revolucionários na Alemanha era sua vontade de participar na política de massa.

Na melhor das hipóteses, nós podemos ver o Black Metal como prova de que é possível para um espaço cultural existir, mesmo hoje, onde o pensamento anti-igualitário pode encontrar expressão artística honesta e forjar uma identidade alternativa positiva entre os brancos através de uma práxis estilística. Nossa tarefa é compreender os mecanismos que permitiram a partes significativas da cena Black Metal a existir como uma comunidade branca explícita em primeiro lugar. Nossa tarefa também é criar outros espaços desse tipo, para expandir a constelação de atividades estilizadas, de modo que possamos eventualmente construir um universo cultural paralelo a partir do qual eles possam receber apoio institucional e assim ganhar ímpeto e se consolidar, assim que o sistema liberal entre em colapso com o peso de sua própria corrupção e falência ideológica.

Essa é uma tarefa importante, porque haja vista que os artistas do Black Metal desenvolveram e inspiraram um estilo ou estética evocativas que (implicitamente ou explicitamente) é singularmente branca e europeia e/ou celebra essa identidade em toda sua diversidade de história e herança, o Black Metal é um objeto genuíno de estudo no contexto de uma guerra cultural em que a facção oposta busca suprimir, difamar, e erradicar a identidade branca. Humanos são animais sentimentais e emocionais, mais aptos a serem persuadidos por um estilo apelativo do que por um argumento racional, então vencer a guerra cultural demandará mais do que fatos científicos e lógica superior. Demandará que nós sejamos bem sucedidos em apelar a sentimentos e emoções nos tornando mestres de estilo. O Black Metal contém lições importantes nesse sentido.

Source: http://legio-victrix.blogspot.com/2011/12/black-metal-revolucao-conservadora-na.html

 

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